quarta-feira, 21 de maio de 2008

A Importância do enfermeiro - Parte II - Prescrição

Por falta de tempo para escrever algo sobre este assunto e por achar de extrema importância o comentário que este colega que se identifica como Bento faz no DoutorEnfermeiro, transcrevo-o na integra para que o conheçam e não fique no esquecimento. Para breve, o meu comentário a este post.

"Que raio de confusões com esta cena das Prescrições...os enfermeiros não Prescrevem? Não prescrevem na prossecução de pensos??? Isto só denota falta de reflexão/PARTILHA sobre o conceito de AUTONOMIA ...SEJA LÁ NAS ESCOLAS, NAS EQUIPES, ETC...denota que passados 12 anos da publicação do REPE, não integrámos o conceito de Intervenção Autónoma e muito menos a materializámos na acção clínica, na práxis diária da prestação de cuidados...
Eu, a generalidade dos colegas e todos vós PRESCREVEM ...CUIDADOS DE ENFERMAGEM (quando, mentalmente ou por registo, planificam a prestação de cuidados) integrados num plano de acção mais vasto, que inclui outros parceiros, em função da pessoa concreta.
Quando PRESCREVO E EXECUTO, é aqui que entra/deve entrar o conceito claro da nossa Intervenção Autónoma ...isto (decisão clínica) implica a responsabilidade de decidir ... fundamentadamente ...implica, por vezes "confronto" com os parceiros médicos pela materialização concreta e no momento do nosso espaço...isto requer segurança.
Intervenção Autónoma é aquela da minha exclusiva responsabilidade, de acordo com a qualificação que detenho ...(REPE) e que obtive na formação inicial, contínua e com base na aquisição de competências decorrente do meu percurso profissional.
Passando da teoria à prática e com ex. simples, dos que são aqui referidos: Ainda à médicos que prescrevem avaliação de sinais vitais, glicémias, pensos (como disse, penso, o FILIPE). Comigo e com muitos outros colegas de muitos serviços (com colegas que falo em espaços de formação)isso acabou há muito tempo ...implicou estratégias de discussão com a equipa médica ...fundamentação...segurança...conquista de espaço
Eu tenho qualificação para decidir (prescrevendo e executando), em função da situação (diagnósticos) e da evolução (enf conhece evolução 24h/24h), quando avalio e que sinais vitais, glicémias, etc ...algumas protocolámos com base na evidência...
Eu Prescrevo (quando planifico) e administro soluções medicamentosas (quando executo)na realização de pensos ...quais médicos?!?...eu é que analiso/avalio a evolução da solução de descontinuidade e, com base na evidência, aplico o que decido ser o mais correcto...
Mas, enfermagem, vai para muito além das prescrições ... pensos ... injecções ... SV ...e muita coisa temos que aferir
Se calhar era necessário repetir uns espaços de reflexão como já se fizeram...
Devem andar por aqui neste Blog, colegas que, como eu, no processo de conquista do REPE, participaram nuns Fóruns (feitos em todos os distritos), realizados em 88/89/90 (já não me recordo) e organizados pelo SEP. Durante 1 dia, sentaram-se centenas/milhares de enf, organizados em grupos de trabalho ...POR SERVIÇO. Então, todos os Grupos, de todos os serviços H e CS, elaborámos listas de tarefas que na altura realizavamos nesses Serviços. Foram elencadas mais de 3 000 Tarefas/Actos (se a memória não me falha). No Fórum Nacional a grande discussão era se o REPE incluía uma Lista de Actos (que eram os da altura ...e que face à evolução da profissão ...ficariam desactualizados ...enf passariam a fazer Tarefas/Actos ilegais)ou se continha conceitos sobre A AUTONOMIA QUE PERMITIA A EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO E, OS ENFERMEIROS, SERIAM SEMPRE AUTÓNOMOS DE ACORDO COM A EVOLUÇÃO DAS SUAS QUALIFICAÇÕES E COMPETÊNCIAS.
A vida, a realidade e a evolução da profissão veio-nos dar razão...
Se calhar era bom voltarmos a fazer esta reflexão ...porque muitos comentários denotam a não interiorização de conceitos básicos ...que se calhar ...cabem no âmbito do Curso na Escola ...e na reflexão organizada nos serviços.
Confiança ...vamos lá chegar...
Já agora, vi em www.sep.org que SEP vai reunir amanhã com Ministra ...prá Carreira, admissões e não só
abraço
Bento"

domingo, 18 de maio de 2008

Movimento de Mudança...

Após alguma reflexão em torno desta temática, e tendo em conta que a matriz social democrata é aquela com que sempre me identifiquei, decidi que era tempo de declarar o meu apoio a Pedro Passos Coelho a candidato a líder do PSD e consequente candidato a Primeiro Ministro. A sua campanha, postura e declarações parecem-me ser aquelas que a sociedade portuguesa precisa, para gerar uma postura de mudança, uma mudança clara e adequada aos desafios da sociedade. Só assim, Portugal pode crescer.

Votarei Passos Coelho enquanto esta onda de mudança e ideias que defende se mantiverem.

Assim, que possível deixarei mensagem no local de candidatura do referido candidato e publicarei no blog as minhas convicções claras no que concerne a saúde, visto ser a área que mais estou ligado e nos quais penso que é fundamental contribuir.

sábado, 17 de maio de 2008

Política pela Positiva

Apesar de alguns assuntos que nada beneficiam a campanha interna no PSD, algo tem sido bem vincado pelos três principais candidatos: Falar a Verdade.

Parece-me fundamental, numa altura em que o afastamento da política por parte dos cidadãos é cada vez mais evidente, urge tornar o discurso e a postura para os cidadãos devolvendo a confiança destes nas instituições políticas.

Só assim se conseguirão fazer as reformas necessárias para que o País avance.

Também me parece claro que nestas eleições, uma pessoa se está a notabilizar pela postura e vontade de unir o partido. Pedro Passos Coelho de aposta futura parece estar muito perto de se tornar o novo líder da oposição.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Dia Internacional do Enfermeiro - 12 de Maio

Todos os enfermeiros estão de parabéns. Pela capacidade de inovação, pela capacidade de esforço e dedicação a um saber que abraçam dia após dia para dar a população cuidados de saúde de qualidade e que constituem os enfermeiros como o pivot central da saúde.

Parabéns também a Ordem dos Enfermeiros pelo Spot publicitário que lançou divulgando um pouco o que é o papel dos enfermeiros na saúde. Parabéns porque esta Ordem Profissional que tem apenas dez anos tem desenvolvido esforços para crescer e tem-no feito, não a velocidade que todos esperaríamos, isto é, velocidade meteórica, mas lentamente vamos mudando um paradigma de espera para um paradigma de intervenção e proactividade.

Destaco as mensagens de outros colegas bloggers:
Doutorenfermeiro
Detalhes e Pormenores
Soul's Metamorphosis
Repolho de Agosto
O Enfermeiro
EscritArtes
O Sabor da Palavra
Saúde e Portugal

sábado, 10 de maio de 2008

A Importância do Enfermeiro - Parte I - Ensino de Enfermagem

Tinha decidido realizar uns artigos de opinião acerca da importância do enfermeiro nos dias de hoje. Aproveitando o post do colega blogger e enfermeiro DoutorEnfermeiro e os comentários do Colega Magistral Estratega aqui explanados. Lanço aqui o primeiro artigo, em que fala da importância e do papel do enfermeiro no ensino dos futuros profissionais.

Li este tópico a dois dias e a primeira impressão que tive foi, ou digo muita coisa e crítico tudo e todos, ou calo-me. Depois do magistral ter aberto as hostilidades é a minha vez de incendiar um pouco isto.

Será apenas e só a culpa das escolas?
Será que todos nós não temos culpa no dia-a-dia com os nossos actos?

O texto do DoutorEnfermeiro que relata uma situação, ou melhor, várias que se têm passado com ele levanta alguns aspectos. O primeiro que me apraz frisar é a falta de conhecimento dos enfermeiros que recebem os alunos nos campos de ensino clínico/estágio acerca do que estes pretendem e quais os objectivos que os estudantes têm de atingir. Como sabem, estão definidas pela Ordem dos Enfermeiros 96 Competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais. Um aluno quando se desloca para um campo de ensino clínico, isto é, momento de aprendizagem, associação de conhecimentos teóricos à prática clínica e ainda aprendizagem em contexto clínico terá de adquirir determinadas competências. O grande problema desta situação, é quantos dos enfermeiros orientadores recebem a informação de que competências que o estudante vai adquirir? Dos que recebem, quantos transmitem aos seus colegas, quais são essas competências? Será correcto aceitar orientar um aluno em ensino clínico sem conhecer o que é que este vai para lá fazer? Culpa aqui repartida: escolas/enfermeiro.

O segundo aspecto que gostaria de salientar é a desorganização e bipolarização das escolas. Se algumas apenas incidem em aspectos do cuidar, outras apenas incidem em aspectos das ciências biomédicas. Tal como referiu o magistral estratega, para se melhor cuidar é necessário ter conhecimento de todas as ciências de base que servem de apoio à ciência de enfermagem. Não me lembro onde foi que vi isto, mas era um diagrama que continha no centro a enfermagem em forma de balão e depois vários balões com as várias ciências em torno da enfermagem, este primeiro balão era o maior, mas todos os outros o interceptavam. A minha análise deste, é que a enfermagem é a ciência que deve ser o principal foco de atenção do enfermeiro, contudo não pode nunca se dissociar de todas as outras ciências que vão ajudar a sustentar e a potenciar a disciplina da enfermagem. Ou seja, todas as ciências que servem de apoio à enfermagem devem servir de base a esta, contudo o enfermeiro não necessita de as dominar totalmente, precisa sim de saber tudo o que destas é essencial para a sua prática. Neste aspecto faz-me dizer uma expressão velha conhecida que é adaptada a ciência que se queira falar e que tem por base a UNESCO (no documento dos quatro pilares da educação). Quem só sabe de enfermagem, nem de enfermagem sabe.

O terceiro aspecto que gostava de reflectir é acerca do nome comercial de um medicamento. Eu recuso-me a transcrever uma medicação com um nome comercial qualquer que ele seja, existe uma circular da DGS (desculpem o primor de não a citar) que OBRIGA o médico a usar DCI e que como tal, obriga todos os outros profissionais a utilizar esta terminologia. Não é por se estar a combater as viagens e o poder das farmacêuticas. Trata-se apenas de uma forma de podermos utilizar o nosso cérebro para em vez de sabermos todos os nomes comerciais do mesmo principio activo, poder usa-lo para saber mais princípios activos, suas causas, efeitos adversos, tempos de acção. Penso que são lógicas as vantagens da DCI, usar uma linguagem clara, concisa e que todos saibam o que é. Acho que é para isso que existem as linguagens classificadas. Não obstante em situações de urgência achar que se deve agir rapidamente, mas penso que os enfermeiros têm função de charme na sensibilização da utilização desta linguagem. Basta o médico, administre uma formula de lasix, ao que o enfermeiro responde: já esta preparada e administrada 2 c.c. de furosemida E.V.. Se queremos ser tratados como licenciados, temos de nos assumir sempre como tal, isto é, conhecedores das situações e utilizando e dominando aqui para o qual estudamos quatro anos e que nos certifica que somos habilitados a falar, pensar e agir criticamente acerca do conhecimento de enfermagem. Costumo dizer que à farmacologia dou o tempo que considero o adequado, nem faço dela o supra sumo da enfermagem, nem faço dela o parente pobre. Falei em relação a esta ciência de apoio como poderia falar em relação a qualquer uma.

Outro aspecto do qual não me posso excluir de comentar foi o post do Magistral Estratega que enumera algumas questões lógicas e de reflexão e que poderão desmontar o artigo inicial. Se de acordo com todas as organizações internacionais de enfermagem e com as nacionais também, o alvo dos nossos cuidados são a pessoa, família e comunidade, estas têm de ser vistas como detentoras do processo central da nossa actuação. Como tal, a pessoa é um ser biopsicossocial, excluir algumas destas vertentes da nossa atenção estará obviamente a enviesar o foco de atenção e assim sendo, estaremos não a prestar cuidados holísticos mas cuidados parciais, o que nos leva novamente ao paradigma biomédico (em que cada um trata de uma parte).

Tenho de concordam com a afirmação de que a enfermagem é o que quisermos fazer dela, já por isso existem teorias de enfermagem, porque enfermeiros, como qualquer um de nós, dedicaram a sua vida e o seu trabalho a produzir conhecimento acerca do que eles achavam ser o trabalho de enfermagem, a sua sustentação e base teórica, fez com estas fossem ou não aceites. Cada um poderá definir aquilo que acredita ser o caminho para a enfermagem e se o sustentar com uma base cientifica e com um estudo de base próprio, poderá levar a que isso seja aceite pela maioria ou não. Se o conseguir estamos perante uma nova teoria de enfermagem e que poderá substituir ou mesmo complementar as anteriores.

O magistral aponta ainda para a responsabilidade do aluno, que tem um papel fundamental no seu processo de aprendizagem. Eu aprendo o que quero e cada um de nós é assim. Não o neguem, já por isso quando estudavam, tinham áreas que gostavam mais e outras que gostavam menos e dedicavam-se a essas áreas mais ou menos. As escolas e os enfermeiros têm um papel fundamental no aliciar o aluno para aquilo que é relevante para que este dedique o seu estudo. Por exemplo, eu sou orientador de um aluno duma determinada escola que só incide em aspectos técnicos, se eu só der como alvo de aprendizagem a competência técnica, o aluno vai encaminhar toda a sua aprendizagem para este tipo de conhecimento, descuidando todas as outras competências. Porém, se eu incidir em aspectos técnicos, científicos, de conhecimento e de juízo diagnóstico poderei potenciar um aluno que durante a formação escolar apenas teve incidência técnica para uma abordagem mais global e mais acertada da enfermagem. Ou seja, também aí nós temos um papel fundamental de potenciar e abrir horizontes ao conhecimento do estudante.

A quem conseguiu ler isto até ao fim penso que explanará a minha opinião acerca do estado da arte (como dizia uma professora minha). Ou seja, não só as escolas por si as culpadas, mas todos os envolvidos no processo de aprendizagem e de formação. E como diz outro conhecido meu, se não intervirmos nós, alguém inferior irá intervir e serão esses que irão mandar. Por isso reflictam e actuem no dia-a-dia, pois se não o fizerem, outros vão fazê-lo por vocês e poderá nem sempre ser o mais adequado.

Previsão - O Fim de Mais um Histórico

O Boavista F. C. foi penalizado com a descida de divisão. Já atravessava uma grave crise financeira. Parece-me eminente o fim deste, tal como sucedeu com o Salgueiros.

A cidade do Porto e o País ficarão mais pobres, se este clube deixar de existir, principalmente porque se trata de um clube com grande história nas modalidades amadoras.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Futuro do PSD II

Se há dias escrevi e pensava que Pedro Passos Coelho seria uma alternativa para daqui a 4 anos no PSD. Parece-me que a sua campanha está a tornar-se demasiado positiva e centrada nas discussões que realmente interessam que penso que este será a melhor escolha para o partido.

Também ressalvo a campanha de Pedro Santana Lopes que deixou o discurso da origem e do PPD/PSD para ir de encontro a propostas claras. De uma forma ténue, Manuela Ferreira Leite tem apresentado algumas ideias.

Aguardo para maiores desenvolvimento da campanha eleitoral para determinar quem será o candidato que eu votaria.

Enfermeiros a sair mais cedo?

Para um enfermeiro sair mais cedo tem de entrar um mais cedo, visto que os serviços de enfermagem não se asseguram sozinhos. Já agora aplique-se o sistema biométrico, mas pagasse a mais aos enfermeiros que por falta de dotações seguras têm de ficar mais tarde nos serviços sem o acrescimento de um cêntimo. Quando se quer fazer noticia que se investigue bem as coisas e se avalie quem é que produz e quem não produz. Deixem de avaliar só as cirurgias e consultas, mas avaliem cuidados de saúde e verão quem produz e quem não produz.

Fica aqui a noticia do semanário Sol.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Um Discurso mais Adequado...

Vem hoje a público uma notícia acerca da necessidade de reorganização de várias unidades de saúde da região do Algarve e que com essa reorganização é imperativo contratar mais enfermeiros. Esta necessidade foi transmitida à ARS do Algarve. Parece que este discurso está muito mais adequado, a visita aos diversos locais onde são prestados cuidados, seguida da avaliação das necessidades e denúncia aos organismos competentes destas necessidades.

É uma melhoria do discurso anterior que anunciava a falta de enfermeiros com base nos racius, este anuncia a falta de profissionais de saúde para prestar cuidados de qualidade. Acho que este é o caminho.

Será Obama?

É quase certa a eleição do senador do Illinois para candidato democrata à Casa Branca. Será este o volte face suficiente para que os americanos mudem de política e apostem na renovação, mesmo que esta seja simbolizada por um afroamericano?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Deficit e Outras Estratégias

É fácil fazer obra política e ganhar votos sem gastar dinheiro. De estranhar é que só se vão começar a pagar as novas auto-estradas em 2013. Exactamente no ano em que José Socrates não se poderá recandidatar a Primeiro Ministro.

Ainda o PSD

Sei que este tema tem sido bastante recorrente neste blog, mas penso ser necessária uma profunda reflexão acerca daquele que é o partido mais plural e mais representativo da oposição ao Governo de José Socrates.

Surge hoje uma sondagem da Eurosondagem (Sic, Expresso) que dá a Manuela Ferreira Leite a vitória com 29% dos votos. Interessante é ver que Pedro Santana Lopes está muito próximo da antiga Ministra das Finanças. Quando muitos vaticinam novo suicídio político de PSL, parece que este surge renascido e tendo em conta que está sondagem não foi apenas feita a militantes poderá indicar que MFL não é tão consensual como se esperava como figura da oposição.

Interessante também a posição de Pedro Passos Coelho que mantém 15% que poderá ser um augúrio de crescimento. Alberto João Jardim surge com cerca de 10% o que me parece que irá finalmente fazê-lo desistir da corrida a liderança e apoiar PSL. A questão que se coloca é para onde irão os apoiantes de Alberto João, seguem a sua escolha, ou diluem-se nas três principais candidaturas?

Penso que o futuro do PSD residirá muito desta escolha do principal líder da oposição, que além de ter a missão de unificar o partido, terá verdadeiramente de se constituir como alternativa ou governo, senão o PSD terá mais que 25% dos votos nas próximas eleições.

Não quero uma liderança sem ideias, mas a bom do país é necessário que o PS não obtenha nova maioria absoluta.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Futuro do PSD

O Futuro do maior partido de Centro Direita de Portugal está dependente não do dia 31 de Maio, mas sim do futuro que vier e das posições tomadas pelos seus militantes, não no dia das eleições, mas nos tempos que se lhe seguírem.

Se continuarem com o clima de guerrilha interna, o PSD está condenado ao descrédito e posteriormente à extinção.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Equipa Multidisciplinar ou será que desconhecem isso?

Como é que quando se demitem 8 elementos de uma Comissão de Saúde e três desses são enfermeiros e 5 são médicos se substituem por 7 médicos e 1 enfermeiro?
É bom que a Ministra da Saúde esteja atenta a esta situação.

Notícia:
Ordem dos Enfermeiros contesta nova equipa da Missão para Cuidados de Saúde Primários

terça-feira, 22 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

PSD - Não há fome que não dê fartura

Pensava que nesta nova crise de liderança do PSD seriam muito poucos os candidatos que se assumiriam a liderar o partido neste fase muito difícil.

Candidatos esperados:
1 - Pedro Passos Coelho,
2 - Pedro Aguiar Branco,
3 - Manuela Ferreira Leite,
4 - Patinha Antão.

Quem será o candidato da área de Luís Filipe Menezes? Será Neto da Silva o escolhido?

10º Aniversário da Constituição da Ordem dos Enfermeiros

Haveria muito que escrever acerca do Aniversário da Ordem dos Enfermeiros. Irei fazer uma pequena reflexão daquilo que acho que é e que terá de ser o caminho a trilhar pela OE para o seu futuro.

A Ordem nasceu em 21 de Abril de 1998. Faz então hoje dez anos. Muitas são as críticas de que se reveste a falta de trabalho e a falta de um rumo.

Estamos agora, no começo do segundo mandato da Enf. Maria Augusta Sousa enquanto bastonária. Começa-se a implementar o Modelo de Desenvolvimento Profissional e a estruturar a evolução para que os enfermeiros evoluam para uma especialização.

Porém, será que a qualidade dos cuidados prestados evoluiu conforme era esperado com a criação da Ordem?

Que futuro reserva a Ordem dos Enfermeiros e que trabalho poderá desenvolver com os seus membros no sentido de melhorar a relação e a qualidade dos cuidados de enfermagem?

Penso que será importante que todos os enfermeiros se envolvam e se unam em torno da sua Ordem dos Enfermeiros e que não esperem apenas que os seus membros participem activamente na definição de cuidados e na prática de excelência.

A Enfermagem precisa de uma Ordem dos Enfermeiros forte e activa, que vá crescendo e que vá de encontro à expectativa da população. Uma OE que dê visibilidade a profissão.

Mas uma Ordem dos Enfermeiros que não é constituída apenas por 200 elementos que constituem os seus órgãos sociais, mas de todos aqueles que exercem a profissão em Portugal e que dia-a-dia lutam para uma melhoria dos cuidados, só assim e com uma melhoria dos indicadores de qualidade e visibilidade destes poderá ser criada uma força de mudança que irá contribuir para mudar a Enfermagem em Portugal.

PS. - Aproveito este espaço para dizer que a enfermagem em Portugal, está hoje mais pobre. Visto ter falecido um colega de trabalho, que no seu dia-a-dia lutava por praticar enfermagem de qualidade e com cuidados ao cidadão com qualidade. A memória do colega Fernando Ramos ficará na memória da minha prática, quer pelo seu exercício, quer pela sua atitude positiva perante o mundo. Descansa em Paz amigo...


domingo, 20 de abril de 2008

Dúvida Existencial - Estradas

Hoje acercou-me uma dúvida após uma ligeira saída de estrada, vi-me obrigado a ter de chamar o reboque visto que, em Portugal, quando se lembram de alcatroar as estradas, esquecem-se de retirar o piso anterior, criando um desnível incompreensível entre a estrada e a berma.

Qual é o objectivo disto? Será que a ideia é promover os estragos nos acidentes? Ou a prevenção rodoviária apenas serve para fazer obras de grande envergadura e como tal, gastar muito dinheiro?

sábado, 19 de abril de 2008

Faleceu Cónego Melo

Apesar de ser uma das figuras polémicas da cidade de Braga, será sempre uma figura de incontornável destaque na vida da cidade e do S.C.Braga.

Fica aqui a homenagem...

Relacionado:
Cónego Melo tornou-se conhecido por combater o movimento comunista no pós-25 de Abril

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Será um destes ou ainda há mais?

Serão estes um dos 6 ou 7 que Menezes tanto falou.

Primeiro dia após o anúncio das Directas Antecipadas no PSD já estão anunciados dois candidatos:
- Pedro Passos Coelho - ex-líder da JSD;
- Pedro Aguiar Branco - ex-Ministro da Justiça.

Será desta que Manuela Ferreira Leite avançará?
Será que Marcelo ou Rui Rio avançarão?
Há ainda uma vaga de fundo que pressiona Menezes a recandidatura. Será que se este se recandidatar e vencer novamente lançará uma força que baterá o PS nas eleições em 2009?

Noticias relacionadas:
PSD: Passos Coelho é candidato a líder...
PSD: Empresário Neto da Silva disponível para entrar na corrida pela sucessão de Menezes
PSD: Ribau Esteves abre a porta a recandidatura de Menezes

PSD: Menezes deve acabar com equívoco sobre recandidatura - Miguel Macedo
PSD: Aguiar Branco diz que vai trabalhar para concretizar candidatura...

Quem tem mão neste PSD?

Menezes tal como eu pensava não durou muito. A crítica interna e táctica de guerrilha imperou e conseguiu deitar abaixo um líder em poucos meses.

Avizinha-se Aguiar Branco. Ex-Ministro da Justiça e que até desempenhou um bom papel no curto espaço que esteve no Governo.

Será este o homem capaz de por mão neste PSD e torna-lo o partido que o País verdadeiramente precisa?

Estou sentado para ver...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Pré-Campanha?

Será que um comunicado emitido por um organismo camarário não será uma manifestação de pré-campanha?

Para divulgar as actividades das Associações da Cidade é preciso mil e uma burocracias. Contudo, para manifestar a posição de um partido, tratando agressivamente outro já é fácil fazer.

Haja, decoro.

Podem ver o atentado a democracia aqui.

De Aluno a Enfermeiro: Dificuldades de Integração e Desemprego em Enfermagem

3ª Sessão do I Ciclo de Tertúlias da AEESECG que irá decorrer na próxima quinta-feira no auditório do IPJ de Braga. Contará com a presença do enf. Raul Fernandes da Ordem dos Enfermeiros, Ângelo Ferreira da Direcção da FNAEE, Pedro Frias do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e Luís Caldas (enfermeiro do CHSetúbal).

Numa altura em que a enfermagem atinge valores preocupantes de empregabilidade e que o número formativo de recém-enfermeiros aumentou exponencialmente, impõe-se debater esta temática, para que os alunos percebam o seu futuro e para que possam intervir e ter um papel forte na sua acção social e de luta.

A não perder...

Apareçam...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Para Reflectir X

"Somos aquilo que fazemos consistentemente, assim a excelência não é um acto mas um hábito."

Aristóteles

sexta-feira, 28 de março de 2008

Campanha para 2009 ou Governação Estrutural?

Quem afirma a meio de um mês que baixar os impostos seria completamente irresponsável e nem quinze dias depois anuncia que baixou os impostos em 1%!

Depois venham dizer que o Governo está a ter políticas construtivas e organizadas, quem muda de opinião assim...

terça-feira, 25 de março de 2008

Uma Reflexão Interessante

“Saibam que pude constatar, na experiência da vida que vivi e que me conduziu ás portas da morte, que para que toda a qualidade do trabalho de uma equipa seja destruída, basta uma ruptura comportamental ou gestual na continuidade dos cuidados.

Basta uma “ovelha negra” para que a fragilidade daquele que abandona a vida seja confrontada com a desordem, ou mesmo o desespero repentino.

A quebra do respeito interpessoal anula as melhores competências técnicas e profissionais e priva a pessoa cuidada da possibilidade de verbalizar a sua defesa, pois surgem então as represálias e a perseguição na prestação dos cuidados.

A cada um, peço que se centre nas forças da vida, na mobilização dos recursos vitais, respeitando o indivíduo e a humanidade, para promover os cuidados e promover a vida”
Marie-Françoise Collière, Enfermeira

sexta-feira, 21 de março de 2008

Para Reflectir X

Uma Imagem vale mais que mil palavras!

Sesimbra - Cabo Espichel









Porquê?

Sendo Portugal um país de pouca produtividade e no seguimento de posts anteriores, questiono-me da pertinência da tolerância de ponto concedida ontem à tarde?

Será que não chega ter a sexta-feira como feriado ainda é preciso parar ainda mais o país? O país público claro, porque o privado não para, será que é este que está errado?

quinta-feira, 13 de março de 2008

Oposição - Que Caminho?

O PSD se quer vencer em 2009 terá de mostrar obrigatoriamente que estratégias e medidas vai tomar para que o país ganhe com o seu governo.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Vaticinio...

Parece-me que em ano de eleições vai haver descidas de impostos, aumento de contratos afectos aos agentes do estado na área da saúde. 3 anos de asneira e 1 a dar a imagem de bonzinhos... Assim se vive mais uma vez a política em Portugal.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Ainda acerca da avaliação...

Acho que todas as profissões devem ser alvo de avaliação. Contudo, acho que a preparação dos moldes de avaliação deve sempre ter em conta não só aspectos meramente políticos, mas também envolver a participação dos avaliados. Como diz e muito bem o Prof. Sakellarides as reformas devem sempre partir não do topo para baixo, mas de baixo para o topo havendo diálogo entre as partes.

Também isto acho que deve ser aplicado na saúde...

sábado, 8 de março de 2008

Quem não ouve 60.000 pessoas...

Ou pensa que vive num país autoritário ou então é autista e acha que tem sempre razão. Porque será que nem sequer debater este modelo o Governo de Portugal aceita?

Parabéns aos professores pela acção que tiveram não só em defesa da classe, como da educação pelos erros que este modelo tem em favorecer o facilitismo. Espero é que na altura de votarem não se esqueçam de votarem no partido do autoritarismo e da surdez política.

Mas para quem já disse uma vez jamais... nunca se sabe...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Finalmente...

Após atrasos e mais atrasos, mudanças de vontades políticas e outras prioridades nas agendas da Saúde do Minho. Finalmente está aprovado o consorcio que vai construir o Novo Hospital de Braga.

Podem ver a notícia e comentar aqui.

Democracia?

É democrático enviar a PSP ir as escolas saberem quem vai a manifestação de amanhã?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Maior Problema Português - O Desanimo

Para mim este é o maior problema que existe em Portugal. Facilmente nos deixamos abater pelo desanimo e não temos confiança e espírito de inovação.

Quando as coisas estão mal desanimamos, quando não concordamos com algo conformamo-nos, quando a política está errada criticamos.

Contudo, não fazemos, não críamos, não remamos para mudar o rumo das coisas...

Até Quando?

Eu contínuo a remar...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mais Verdades que o Governo não pode Negar...

Dez anos sem ganhar poder de compra...

Desemprego aumenta em relação ao ano anterior, principalmente na população com mais de 45 anos, e nos jovens licenciados...

Crescimento económico abaixo da Média da União Europeia...



Mas segundo o Governo estamos no rumo certo... Será mesmo?

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Afinal Investe ou Não no Ensino Superior

A Universidade do Minho é uma das Universidades de vanguarda do País, é a par da Universidade de Aveiro, uma das melhores do país em termos de investigação científica e sucesso escolar dos alunos.

É com grande estranhar que se constata que segundo o Governo o investimento no Ensino Superior estava a aumentar, como é então possível esta notícia?

Será que o nosso Governo investe nas Universidades pouco produtivas e que não procuram investir na Investigação e deixa aquelas que melhores resultados têm a mercê do investimento privado e do auto-financiamento? Será isto uma pressão para a criação das ditas fundações?

Quem paga com isto são os estudantes que vêm os seus gastos cada vez mais aumentados.

Pior que investir mal, é não investir naquilo que poderá dar frutos, nome e mais investimentos (nomeadamente privados) para o país!

A Crise no PSD

Na génese do seu partido, Sá Carneiro criou um partido multifacetado, de uma pluralidade de opiniões e correntes de pensamentos. Contudo, o maior revés que este partido encontrou foi a perda do seu primeiro líder e de todos aquele que demonstrou ter mais capacidade de liderança e unificação do partido.

Quer pela sua personalidade, carácter e capacidade de jogo político, Sá Carneiro era um Político na verdadeira assunção da palavra, procurando romper com os poderes instalados e tendo por metas de governo, o atingir o bem comum do país.

O PSD precisa novamente de um líder que unifique e ouça o partido, não que rompa com o passado. Luís Filipe Menezes declarou no seu discurso de vitória no Congresso que era necessário escutar as bases do partido em torno de aspectos fundamentais da vida deste e do país. Não pode é negar o passado, dizer que o esqueceu.

O PSD se quer vencer a nível nacional em 2009 terá de deixar as guerrilhas internas e lutas desenfreadas do poder. Já só falta um ano e para Socrates apesar de uma governação muito pouco criadora de pólos de investimento e muito baseada na colecta de impostos, a fraca oposição será a sua reeleição para 2009.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A Psicologia no Desporto

Ouvindo hoje o relato do meu Braga, por não ter possibilidade de me deslocar ao estádio percebo o quanto a psicologia influência o desempenho dos atletas no Desporto.

Uma equipa apesar de ser composta por jogadores experientes e com largos jogos, após um período de dois meses sem vencer vê cada mais as adversidades depararem-se e não consegue ultrapassa-las.

Nos desportos de alta competição parece-me cada vez mais além do acompanhamento físico, é fundamental uma ligação forte psicológica e cuidar da mente dos jogadores e equipa.

No caso do Braga, mais que um psicólogo, precisa de um treinador capaz de além de conhecimentos tácticos, técnicos ter uma força mental e uma capacidade de liderança fora do comum para conseguir levar o barco a bom termo.

Após algum tempo, parece que esse timoneiro não é Manuel Machado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ensino Clínico e Estágio

Em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma temática que acho bastante pertinente e que parece que merece uma grande reflexão. Vou fazer a minha que reflectirá sempre a minha opinião.

Para mim o fundamental é lutarmos todos para mudarmos o paradigma.

Há uns anos atrás, os alunos que se encontravam em ensino clínico eram pressionados quer pelos docentes, quer pelos enfermeiros dos serviços. Esta pressão em nada beneficiava a aquisição de conhecimentos práticos e a consolidação de conhecimentos teóricos.

Porém, a época do estudante ser passivo na aprendizagem e o docente deter todo o conhecimento já passou. Acho que é fundamental para uma aprendizagem de qualidade que se optimizem nos serviços que recebem alunos ambientes favoráveis à aprendizagem.

O facto do Hospital e Centro de Saúde serem desconhecidos para o aluno, já lhes causa ansiedade suficiente para que este possa desenvolver todos os conhecimentos teóricos. Qual de nós não sentiu o peso da responsabilidade durante o ensino clínico que esteve?

Como tal, a definição de Ensino Clínico surge-me como um momento de aprendizagem baseado com uma formula reflexiva, analítica e propicia a aquisição de conhecimentos. O Ensino Clínico pode até ser considerado como uma aula prática num contexto específico em que o docente tem o dever de fazer com que os alunos adquiram conhecimentos práticos e aliem a esses conhecimentos a componente teórica. Esse mesmo espírito deve na minha opinião ser encarado pelo enfermeiro do serviço que recebe o aluno, de uma forma activa, isto é, deve também ele ser veiculo de transmissão de conhecimento e facilitador da aprendizagem. Aliás, isto é, uma competência inerente a própria profissão de enfermagem.

Acho portanto, que independentemente de ser o professor ou o enfermeiro a orientar o ensino clínico, ambos devem assumir o seu papel e facilitar ao aluno a sua aprendizagem. Devem como tal, não ver os alunos como um diminuidor de trabalho, mas como um trabalho acrescido pela necessidade de apoiar o aluno na sua formação.

Gostei bastante da concepção posta aqui pelo colega que esteve na Escola de Viana.

O Estágio é na minha opinião um momento completamente diferente em que o aluno na sua fase final da aprendizagem põe em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Aí apenas se exige ao enfermeiro a tarefa da supervisão, visto estarmos perante um finalista que requer que o enfermeiro o acompanhe.

Em suma, acho que todos devemos contribuir para mudar aqueles que têm a concepção de que o aluno chega ao serviço independentemente do ano em que se encontra e tem de saber prestar todos os cuidados que a pessoa necessita. O aluno tem um objectivo definido no ensino clínico e se é da competência do enfermeiro orientar o aluno nesse ensino, este deve conhecer os objectivos que o aluno tem.

É nosso dever enquanto enfermeiros contribuir para a formação de futuros profissionais, como tal, também nós devemos formar com excelência.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ensino de Enfermagem até que ponto a qualidade se mantém com a quantidade?

Fruto do desafio que o Colega Doutor Enfermeiro me lançou e também dos comentários lançados anteriormente neste blog vou denunciar e escrever algumas coisas acerca da formação de enfermagem, a que tive acesso durante a minha permanência no fenómeno Associativo Estudantil em enfermagem.

A qualidade na formação da saúde além de ser uma responsabilidade de qualquer instituição de ensino é também essencial para que os futuros profissionais de saúde adquiram competências que lhe permitam prestar cuidados de qualidade à população.

O Ensino de Enfermagem prima de acordo com a legislação por duas componentes de grande importância formativa. Uma componente teórica que visa garantir os conhecimentos teóricos e conceptuais e uma componente prática que garante o ensino e aplicação prática dos conhecimentos teóricos fornecidos na prática clínica.

Se a componente teórica depende em grande parte dos docentes, do material de suporte, e do investimento dos estudantes, já a componente prática depende em grande parte das experiências que os alunos passam ao longo do ensino clínico.

A leccionação de aulas poderá ocorrer em espaço precários e isso terá obviamente consequências para a qualidade de aprendizagem. Já quando se fala do contexto clínico a falta de condições tem outra consequência, ainda mais severa, a aprendizagem não acontece.

Há alguns anos atrás, através de vários estudos constatou-se que existiam carências de enfermeiros e consequentemente de cuidados de enfermagem nos serviços. Decidiu-se então aumentar o número de vagas. O ensino de enfermagem até então era visto como tendo grande qualidade de formação, fruto da vastidão de experiências que os alunos tinham no decorrer do ensino clínico.

Aumentaram-se as vagas nas escolas. A primeira dúvida que me suscita é se terá havido também um aumento de material escolar de suporte para o acrescimento de alunos. A resposta é que nalguns casos isso não aconteceu. Logo aí, começa a surgir um risco formativo.

Criaram-se escolas novas, todas privadas, que foram atrás do lucro que o ensino de enfermagem lhes poderia dar. Vagas imensas, determinadas a belo prazer pelo Ministério do Ensino Superior e sem uma articulação concreta com o Ministério da Saúde que permitisse que o aumento de vagas, fosse sustentado com locais de ensino clínico de qualidade e que permitam aos alunos terem experiências.

Essa desarticulação tem consequências. Neste momento, as escolas travam uma guerra para obter locais de ensino clínico, não se preocupando por vezes com qualidade, mais com ter lugares suficientes para os seus estudantes. Acontece que aquelas que não conseguem pagar às instituições hospitalares ou que planeiam tardiamente os seus ensinos clínicos e quando o fazem já estão completamente cheios, encaminham os seus alunos para locais onde não existem enfermeiros a trabalhar, ou então existem em número reduzido, e onde os cuidados prestados não são condizentes com as competências a adquirir por um enfermeiro de nível 1 e que como tal, provam existir lacunas na formação.

Tal como o colega Doutor Enfermeiro tenho conhecimento de escolas que por falta de locais de prática clínica, metem os seus alunos em ensinos clínicos em laboratórios escolares simulando hospitais, mandam alunos para creches e lares de 3ª idade, não potenciando a aprendizagem nestes locais, pois por falta de docentes, não acompanham os alunos presencialmente e não fornecem aos alunos a potenciação das experiências. Há ainda locais que fruto da evolução técnica as oportunidades técnicas são diminutas para o número de alunos presentes. Cada vez mais, surgem alunos no 4º ano sem terem realizado procedimentos considerados como essenciais. Sei, que estes procedimentos não são os únicos responsáveis por cuidados de qualidade, aliás, a bagagem de conhecimentos teóricos e conceptuais dos estudantes de algumas escolas permite-lhes disfarçar algumas dessas lacunas, contudo está em causa a qualidade.

Parece-me que em enfermagem a quantidade, fez notoriamente baixar a qualidade e isso reflecte-se nos cuidados prestados, as escolas necessitam de rapidamente repensar os seus processos formativos, e as autoridades de avaliação têm de efectivamente tomar estes aspectos em conta e forçar a diminuição do número de vagas, para que se volte a formar em qualidade.

Estamos perante um caso em que quantidade não é sinónimo de qualidade.

Denunciarei qualquer situação que saiba de formação sem qualidade, apelo a todos os colegas que o façam também e também aos alunos dessas escolas e ex-alunos que denunciem esses atentados formativos, pois está em causa a saúde da população.




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Governo festeja será que o país também?

Crescimento económico supera as expectativas situando-se nos 2.0% do PIB. Governo exalta e regozija-se por mais 0,1 que o previsto.

Desemprego situa-se nos 8%. Baixa no último trimestre de 2007, mas é maior que em 2006. Socrates diz que é uma boa noticia.

Será que o sr. Socrates consegue dizer aqueles 8%, boa parte deles licenciados e jovens ou com idade superior aos 45 anos que a sua formação ao longo da vida não tem saída, porque felizmente o desemprego é de 8% e a economia cresceu 2%?

Haja cautela nas declarações Sr. Socrates, de falsas vitórias já está o país cheio.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Para Reflectir X

Diz-me, e eu esquecerei; ensina-me e eu lembrar-me-ei; envolve-me, e eu aprenderei.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Sugestões de temas...

O Blog decidiu evoluir e abrir-se a sugestão temática. Esta até esteve sempre disponível apenas vamos hoje frisa-la.

Assim poderão contactar com sugestões para luis_caldas@netcabo.pt

Podem ainda sugerir temas de debate através deste tópico.

Fico a espera das vossas sugestões, principalmente daqueles que já comentaram alguns dos meus textos e que agradeço a participação.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Quer este Governo também destruir a Cultura Musical?

Escrevo este texto hoje, porque o regresso do Blog apenas se deu ontem e como tal, seria despropositado sobrecarrega-lo com posts.

É louvável permitir a todas as crianças de Portugal, o acesso a aulas de cariz cultural que lhe permitam o enriquecimento formativo e lhes garantam alternativas e conhecimentos para escolherem o seu futuro.

Porém, não se pode pensar sequer em fazer com que os conservatórios de música deixem de ministrar o ensino de música as crianças do 1º ciclo de ensino.

Então para garantir a todos, vamos tirar o potencial de alguns poderem vir a ter muito sucesso?

A grandeza de Portugal também se vê pela sua capacidade de criar embaixadores culturais para o mundo. Muito desses embaixadores, começam muito novos nestes conservatórios. Não matem também isto.

Sr. Primeiro Ministro, Continua a Viver no Sonho?

Prometia o Eng. Socrates, aquando da campanha em 2005, que os problemas económicos iriam ser resolvidos. Prometeu o Eng. Socrates 150.000 novos postos de trabalho?

Esqueceu-se o Eng. Socrates, que a economia depende da evolução mundial. Esqueceu-se o Sr. Socrates que é necessário não ter impostos demasiado altos para permitir a fixação de empresas. Esqueceu-se o Eng. Socrates, que criar novos postos de trabalho, não pode significar extinguir os antigos. Esqueceu-se o Eng. Socrates das suas promessas.

Terá-se esquecido? Ou não terá passado de populismo eleitoral? Ah, isso é apenas com Menezes, com Socrates não, ele apenas é vitima da comunicação social.

NOTA: Este desabafo tem por base a taxa mais alta de desemprego desde 1986? Lembram-se quem era o Partido do Governo em 1985?

Parabéns Sr. Eng. Socrates, não sei se era objectivo, mas o Desemprego atingiu 8,2%.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Enfermagem Interventiva - Finalmente

Os últimos dias não têm sido muito bons, no que concerne a notícias sobre a saúde. Porém, estas situações existem à muito tempo e apenas não eram é divulgadas.

De salutar o papel que a Ordem dos Enfermeiros e Sindicatos de Enfermeiros têm feito na denuncia de situações de saúde que em nada beneficiam o SNS e que em nada ajudam a população. É importante que a OE e Sindicatos continuem a intervir, bem como os enfermeiros por este país a fora denunciado casos de situações de insegurança de cuidados de saúde.

Afinal é também para isto que a OE foi criada, para intervir e denunciar fracas condições de saúde.

De salutar as declarações do Ministro da Saúde que afirma ser necessário não formar enfermeiros em número excessivo.

A lutar também ganhamos... Só é preciso é que não sejamos apenas um pequeno grupo mas sim um todo, e que esse todo seja cada vez mais forte.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Conversas Improváveis: Urbanismo e Saúde Mental

A primeira Conversa Improvável terá lugar no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 21.30, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, com um diálogo entre o Urbanismo e a Saúde Mental. Os convidados são Miguel Bandeira, Professor de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, e João Bessa, Médico Interno de Psiquiatria e docente da Escola de Ciências da Saúde da mesma universidade.

Apesar de este blog não estar inserido no projecto, irá divulgar este e outros eventos que decorram na cidade de Braga.

Apareçam e participem...

Regresso a meio gás...

Instalado nesta nova região que estou, mas envolto numa nova rotina de vida totalmente diferente da anterior, o blog está de regresso.

Porém, será ainda numa fase pré funcionamento total.

Prometemos estar em full time brevemente.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Afinal há ou não desemprego?

Este post é dedicado a todos os amigos enfermeiros que se encontram em situação de desemprego e serve para divulgar o que apenas as Escolas de Enfermagem do país estão interessadas em esconder.

Visitem a reportagem do Público.

Já agora podem ler aqui os resultados obtidos num inquérito realizado pela FNAEE.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Blog em Pausa

Por motivo profissionais o blog estará parado alguns dias, enquanto procedo a mudança de ares.

A todos os leitores um muito obrigado e até breve.

Prometo voltar no prazo máximo de um mês.

Atenciosamente,
Luís Caldas

PS. Afinal neste país ainda se conseguem coisas sem cunha.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Afinal a Margem Sul não é um Deserto

Afinal a Margem Sul do Tejo não é assim tão árida e inospida que não permitisse a instalação do novo aeroporto internacional de Lisboa. De dar os parabéns a todas as entidades que não cederam às pressões estranhas que havia em redor da Ota. Afinal, o Sr. Mário Lino sempre voltou atrás.
E agora? Demite-se?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A Saúde que Temos

Devido à falta de tempo por motivo festivo aqui ficam algumas pequenas notas sobre a nossa saúde:

1º - A DGS pede à ASAE que investigue os estabelecimentos comerciais que tenham pelo dístico azul, para verificar se estes cumprem as condições exigidas pela nova lei. Quanto a vocês não sei, mas aposto que a grande maioria deles vai ter de mudar para dístico vermelho.

2º - No programa Prós e Contras da passada segunda-feira, foi interessante ver que afinal ao contrário do que a Sr. Doutora que é Directora Clínica do Hospital de Aveiro veio afirmar a culpa não foi da triagem, mas sim da organização do serviço. Não quero com isto dizer que todos os enfermeiros são totalmente competentes. Contudo, convém que os verdadeiros culpados sejam descobertos sempre e não se crie bodes expiatórios mais fáceis de acusar que os médicos. Sou totalmente contra qualquer tipo de proteccionismo intra-classes, principalmente quando praticado por Ordens profissionais que têm como papel zelar pelo cumprimento dos serviços prestados à população.

Afinal os Impostos Também Baixam

Para não dizerem que só digo mal da govenação do nosso país. Foi publicada hoje uma portaria que aprova a redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, exceptuando o gasoleo de aquecimento que aumentou, tal como acontece nos últimos anos, numa lógica de protecção ambiental.

Vamos agora ver se esta baixa no imposto se reflectirá nos preços praticados pelas gasolineiras, ou se o monopólio permanecerá sobre o pretexto da escalada do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Desta vez, o Governo está de parabéns.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A Vida Cá no Burgo - Os Parquímetros Duplos

Resolvi escrever hoje sobre uma temática que carece de um amplo debate social e de uma intervenção pensada, articulada e séria. Não podemos abordar este tema de forma tão irónica e hilariante como o próprio título deste artigo é.

Qualquer centro urbano tem um fluxo enorme de carros de pessoas que se deslocam diariamente para trabalhar na zona citadina. Braga não foge à regra no que concerne a esta temática, não fosse esta a cidade de Rodrigues & Névoa e outras empresas que florescem no negócio dos parques de estacionamento.

Não vou contudo, criticar ou apontar a política de transportes públicos da cidade ou a necessidade de se pagar este estacionamento no centro da cidade, defendo aliás que este tipo de medidas poderá desencorajar a utilização de carros e como tal, será benéfica para a cidade.

Mas há um aspecto que não posso deixar de alertar, quem optar por deixar o carro nas zonas de estacionamento de parquímetros e não pelos parques cobertos tem de desembolsar o pagamento de uma dupla taxa de estacionamento. Uma que reverte para a CMB e outra que reverte directamente e sem impostos para a mão do arrumador de carros. Só não vê quem não quer, e é irrefutável negar que estes apenas largam o seu posto de trabalho as 19h ou quando a polícia se aproxima mais destes senhores.

Estes senhores vão mudando de posto e o seu patrão deve ser austero, pois muitos deles não duram muito tempo aqui nas imediações. Quem quiser observar é só passar junto ao hospital e à Igreja de S. Lázaro.

Este problema social carece de uma avaliação e intervenção séria da CMB. Não podemos continuar a resolver este tipo de problemas com a presença de polícia. É necessário criar políticas para actuar junto deste grupo social para que o segundo pagamento das pessoas não vá directamente para o bolso dos quartéis da droga.

Se calhar é altura da CMB investir na contratação de arrumadores profissionais que não recolhem duplo pagamento, apenas auxiliam o estacionamento e assim deixam o transito fluir e que deste modo afugentam estes senhores. É que se alguns deles são extremamente simpáticos e auxiliam o estacionamento e são de tal simpatia que até as portas do carro ajudam a abrir para que as pessoas não se molhem da chuva, outros há que se um simples não ou resposta menos boa na sua óptica poderá desencadear um risco no carro, ou um vidro partido.

Senhor Presidente se calhar também vale a pena pensar nisto.

Aí a nossa Saúde

Guerra Ministro da Saúde - Ordem dos Médicos
Ordem dos Médicos não dialoga a criação das SIV com a Ordem dos Enfermeiros
Critérios Técnicos são ultrapassados por critérios políticos e economicistas


Quem põe ordem nesta saúde?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O Que Dizem os Outros III

Hoje decidi apenas lançar alguns assuntos que me agradaram/desagradaram na blogosfera nos últimos dias.

Começo pela revolta que apoio dos enfermeiros em relação a isto. Urge que os responsáveis dos Enfermeiros analisem e tomem posições em defesa dos profissionais e da Triagem de Manchester. Alerto também, para a falta de cultura da população que defende um profissional que passa quatro horas sem ver um doente quando o deve ver no máximo em uma hora.

Depois vejo aqui um sr. que defende o indefensável e tentar dizer que uma pessoa que saia de casa para ir a um local público tem de por em risco a sua saúde porque a liberdade das outras pessoas lhes permite mesmo que involuntariamente prejudiquem a saúde de quem tal como eles quer ser livre. Caso para dizer: A nossa liberdade acaba onde começa a do outro. Algo que ainda vai dar muito que falar.

Noutras áreas de destacar a criação da quarta licença de televisão e que gerou as decisões que se estavam a espera e que se podem ver aqui.

Por último gostava de falar do nosso burgo, muita coisa vai mal, exceptua-se claro o sr. Presidente da Câmara que se mantém no seu pedestal e com o seu poder e acha que tudo vai bem. O Concerto de Reis que correu diria eu, pior era impossível. Também quando se fala em encerramento de escolas primárias e a falta de condições que dizer desta. Ou por último este giro método de evitar o risco dos utentes ao atravessarem as vias da cidade encerrando os túneis à noite.

E Agora Sr. Engenheiro?

Qual vai ser a desculpa para o desemprego, falta de investimento, perda de poder de compra, carga fiscal excessiva, falta de crescimento económico agora que o deficit desapareceu?

Sr. Eng. já era altura de deixarmos de viver na terra dos sonhos e viver como o resto da população não?

Era porreiro, pah!

Ah, esqueci-me que eleições é só em 2009.

domingo, 6 de janeiro de 2008

O País Qualificado

Havia um determinado país, num planeta distante, que tinha uma estranha forma de pensar.

Neste País havia escola para todos, aqueles que queriam estudavam, aqueles que não queriam estudar não estudavam. Contudo, naquele país do mais moderno que há, o desemprego não era muito grande. E estranho que pareça, quase todos estudavam. Claro que neste país o estudo não era convencional, apenas se estudava o que era necessário a todo o país, cada um estudava as suas coisas e mais vezes aprendiam por gosto. Queriam aprender.

Mas a maior estranheza neste país lá longe, era as pessoas que se encontravam no desemprego, nenhum licenciado lá se encontrava. A formação superior era acessível aqueles que tinham vontade, de acordo com as suas necessidades e com as necessidades desse país. Os melhores tinham sucesso.

Estranho país este não?

sábado, 5 de janeiro de 2008

Para Reflectir IX

"Nada é permanente, salvo a mudança"

Heráclito

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dakkar 2008 - A Morte do Rally e não só.

Apesar de ainda nada estar decidido para o futuro do Rally Dakkar parece-me ter os seus dias contados.

A grande vitória do terrorismo, que após 30 anos de ameaças consegue uma vitória sem derramar sangue. Uma vitória baseada no clima de medo.

O Mundo perde hoje não só, o melhor Rally Todo-o-Terreno do Mundo, como também o pouco que tinha. A capacidade de resistir ao clima de medo que o terrorismo tem vindo a semear.

Se juntarmos isto o atentado a quem tenta impor valores não religiosos em países asiáticos e é assassinado. Parece-me que cada vez mais é menos seguro viver.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Lei do Tabaco - O Exemplo dos Outros Países

Cá por este burgo muito se fala e se debate acerca do tabaco e da sua lei. Alguns apelidam-na de um atentado a liberdade das pessoas.

Pesquisei o que se fazia pela Europa e achei estes pontos interessantes:
1. Na Alemanha apenas os maiores de 18 anos podem adquirir e como tal, fumar.
2. A Dinamarca proíbe o fumo em todos os espaços públicos.
3. Na Eslovénia é proibido fumar em qualquer espaço fechado.
4. Estónia, Itália, Lituânia, Malta, Reino Unido e França não deixam fumar nos cafés, bares e restaurantes.

Este País decidi dar-lhe o seu destaque porque vem reforçar a minha opinião de que a longo prazo, a diminuição do lucro obtido com o tabaco será compensada com os ganhos em saúde para a população. Estamos a falar da Finlândia:

A luta antitabagista neste país tem uma tradição de três décadas. A proibição de tabaco em lugares públicos tornou os finlandeses num dos povos menos «amigos» do tabaco: são os que menos fumam na UE e beneficiaram de uma redução de doenças relacionadas com este vício, como o cancro de pulmão.

Em alguns estados dos EUA é proibido fumar a 30metros dos edifícios públicos. Será que a nossa lei é assim tão restritiva como muitos a querem chamar?

Resultado a vista, fui ontem a um café que era proibido fumar. Estava-se lá muito melhor que nos outros dias. Não irá muito mais gente começar a frequentar estes espaços por se sentir bem lá?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O Melhor e o Pior no Governo Português no Ano que Passou

O Melhor - A Presidência da União Europeia.
Foi sem dúvida o ponto alto do Governo Português no Ano que findou. A sua acção junto de áreas de visibilidade e ligação externa ficaram perenes durante alguns tempos. A assinatura do Tratado Reformador, a abertura do Espaço Schengen aos países de Leste e as cimeiras com a África e com o Brasil abriram portas para um crescimento europeu e imposição no panorama Mundial.

O Pior - O Desemprego
Procurei e reflecti sobre qual seria o pior do Governo Português. Decidi-me pelo desemprego visto também me afectar a mim. É claro que neste aspecto o Governo não tem conseguído atrair investimento. A crise que tanto se apregoa à anos reflecte-se na confiança dos investidores e como tal a criação de emprego esbarra nestes entraves. Se juntarmos a isto, o anúncio do estagnar da contratação de profissionais de Saúde no sector público para o próximo ano, verificamos que não será possível garantir e continuar as reformas que se querem fazer na saúde sem que as dotações seguras de profissionais se cumpram. Tenho medo de ir parar a um hospital, onde os profissionais estão sobrecarregados de turnos e como tal as suas condições para o exercício correcto da sua profissão não se verificar.

O Que Dizem Os Outros II

O Mal Maior apresenta um bom vídeo sobre alguns que partiram neste ano de 2007, fica aqui o link para essa produção do Vítor Pimenta e também a homenagem deste blog a essas personalidades e anónimos que partiram no ano de 2007. Junto também aqui a homenagem ao Sr. António Peixoto dos Santos que durante anos construiu um bom projecto na Junta da Cividade.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Para Reflectir VIII

"E o certo é que nunca é mal empregado o dinheiro com que se retribua o esforço, a dedicação e o sacrifício que a profissão de Enfermeiro exige."
in Revista dos Hospitais Portugueses, 1948, página 43

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Um Bom Exemplo

Ontem referia-me ao problema dos encerramentos por todo o país de cuidados de saúde. Hoje venho saudar a postura da C.M. da Loourinhã que aprovou um pedido ao Ministério da Saúde para compensar o encerramento do SAP da Lourinhã.

Por unanimidade a CMLourinhã pediu uma ambulância de Emergência para os bombeiros e a instalação de complementos a saúde que complementem o fecho do SAP, nomeadamente o atendimento da população nos Cuidados de Saúde Primários.

Em vez de protestos vagos, as populações deveriam reclamar a instalação e regulamentação de cuidados de saúde primários que garantam que o encerramento dos SAP não lhes seja prejudicial.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Fecho da Maternidade de Chaves

Após alguns dias de ausência devido à quadra natalícia que impossibilitou a minha escrita, estou de volta.

Acredito que poderá ser muito polémico este post, até porque será feito enquanto profissional de saúde e também enquanto cidadão.

Defendo para Portugal, que quer norte quer sul, quer interior quer litoral tenham igualdade de oportunidades. Acrescento que deve haver um forte investimento para que se combata o forte abandono do interior do país.

Acredito também que os cuidados de saúde devem chegar a todos os cidadãos do país. Porém, espero sempre que estes cuidados sejam sempre de qualidade inegável e que nunca ponham em risco a saúde daquele a quem eles recorrem.

Enquanto profissional de saúde, defendo que a qualidade também se define não só pela tecnologia presente, mas também pela formação dos profissionais que prestam cuidados. Em casa de cirurgias, processos técnicos invasivos de grande precisão e mesmo partos é necessário que os profissionais estejam treinados e saibam reagir em situações de risco.

Como tal, acho imperativo que para que uma maternidade funcione correctamente esta tenha formação continua e experiência de campo que apenas é garantida com a prática. Logo, acho que os valores definidos pela OMS devem ser respeitados.

Sou completamente contra o encerramento de serviços de saúde por questões meramente economicistas. Contudo, acho que no caso da Maternidade de Chaves está em causa a qualidade dos partos e dos nascimentos.

Há cerca de 30 anos atrás uma Ministra da Saúde encerrou várias maternidades por todo o país. Aliás, mais de 200. O resultado está a vista, a mortalidade infantil diminuiu de 20 por mil habitantes para menos de 8 por mil habitantes.

Com a rede viária que neste momento existe, com a criação das SIV, penso estarem criadas as condições necessárias para que a inexistência da maternidade de Chaves irá contribuir para que menos crianças nasçam em condições precárias e de risco, passando a nascer em Vila Real, cuja maternidade realiza os partos necessários para que tenha qualidade e que os seus profissionais estejam treinados e prontos para reagir a situações de crise.

Quem duvidar disto, que questione com factos, que apresente factores que não o mero populismo. Se calhar estes senhores que se preocupem em que o Governo instale sim cuidados primários de saúde próximos de toda a população para que quando necessário se encaminhe para cuidados de saúde diferenciados de qualidade.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Para Reflectir VII

"A gratidão é a memória do coração."

Antístenes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ensino Superior vs Ensino Técnico vs Ensino Secundário

Há uns tempos atrás ninguém me veria dizer as coisas que aqui vou dizer hoje, mas tendo em conta a avaliação que tenho feito dos últimos anos da situação laboral permiti-me fazer esta análise ao Ensino em Portugal. Não vou falar em sucesso ou insucesso escolar. Não vou falar se os professores são ou não capazes. Não vou falar se deve-se obrigar a andar na escola ou não.

Vamos falar da adequação do Ensino ao mercado de trabalho.

Começo por falar do Ensino Superior. O Ensino Superior nas suas duas vertentes está a muito tempo esgotado. São vários os cursos que se encontram desajustados da realidade das necessidades do país. Exemplo disso, são os numerosos cursos que apenas têm como saída profissional o ensino e que há alguns anos que os seus profissionais se encontram em situações de desemprego.

Deixo aqui a primeira questão: Valerá a pena continuar a investir na qualificação para apenas se dizer que se detém um curso superior que para nada serve à posteriori?

O Ensino Secundário está viciado e é competitivo, os alunos que lá se encontram, muito dificilmente se preocupam em aprender. Estão mais a ser preparados para um exame final que lhes vai, socialmente definir como sendo detentores de sucesso estudantil ou vitimas de fracasso, isto é, vivem durante 3 anos para preparar a entrada no ensino superior. A que custo? Na minha opinião, o preço que se paga por esta luta sobrehumana que existe é de tal forma prejudicial ao ensino que faz com que muito pouco aprendam os estudantes do ensino secundário e que lhes retira totalmente conhecimentos de cidadania, democracia, iniciativa e liberdade de escolha.

Segunda questão: Não será o ensino secundário apenas um local de passagem que pouco contribui para a formação da pessoa, caso não opte por entrar no ensino superior ou o curso que enveredou não seja de uma componente técnica.

Por último, vou falar do Ensino Técnico, parece-me ser uma boa aposta para aquelas pessoas que se encontram no final do ensino básico ou ensino secundário. Este ensino parece-me ir de encontro a algumas das necessidades do país. Contudo não se pense que é perfeito. Abundam também neste, cursos que estão desajustados e que se fazem com base em fundos sociais europeus, agora chamado de QREN.

Última questão: Que aposta deve Portugal ter em termos de ensino para que se forme adequadamente?

A esta vou responder com a minha opinião. Portugal, precisa urgentemente de pensar as suas estruturas de ensino. É importante apostar numa formação em várias vertentes e que permita a qualificação técnica e cientifica dos portugueses. É importante reformular os vários cursos, que não têm saída profissional, não acabando com eles, mas diminuindo o seu acesso para que aqueles que optem por essa vertente possam ser substitutos naturais dos processos de envelhecimento e reforma da população. É importante apostar na qualificação técnica e na qualificação dos quadros das pessoas que já se encontram no mercado de trabalho. Não apenas com a atribuição de títulos académicos ou graus de escolaridade, mas com formação apoiada e concertada com as empresas para que se adeque as necessidades destas. Por último, é fundamental criar na população um espírito positivista de consciência cívica e de intervenção para que os portugueses consigam deixar de pensar em si como sendo os coitadinhos, mas que invistam para a formação do seu próprio emprego e que criem nichos económicos que sejam pequenas empresas e que possam também elas ser motores da mudança em Portugal. Urge que os nossos empresários tenham conhecimentos não só na sua área de investimento, mas em várias e com um bom suporte formativo em gestão e economia. Só assim, poderemos aproveitar o QREN para que seja a verdadeira rampa de lançamento para que Portugal aproveitando os fundos europeus cresça e se coloque na vanguarda da Europa e deixe finalmente a retaguarda.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Ordem dos Enfermeiros - As Eleições da Polémica

É envolta em grande polémica que se conhecem os resultados das Eleições para os Órgãos Sociais da Ordem dos Enfermeiros.

Passado que estão 6 dias da realização do acto eleitoral que permitiu a eleição do Bastonário, Conselho Directivo e demais órgãos da Ordem dos Enfermeiros, ainda não existem resultados finais e oficiais. Não posso deixar de constatar que é com grande pesar que vejo que a Ordem que me representa não consegue organizar um acto eleitoral que seja digno de um país civilizado. Nem nos países ditos terceiro-mundistas se consegue demorar tanto tempo para apurar os votos de 54000 eleitores. Este atestado de incompetência que a Comissão Eleitoral está a passar a ela própria, mostra que é necessário rever e repensar os processos democráticos que existem na Ordem dos Enfermeiros.

Resultados não oficiais, mas de fontes bem colocadas indicam que a Bastonária Maria Augusta de Sousa foi reconduzida para o próximo triénio 2008-2011, bem como o Conselho Directivo que a apoiava. Aliás, a Lista D (do Projecto Consigo pela Enfermagem da Bastonária) venceu em todos os órgãos a que se apresentou, excepção feita à Secção Regional Norte onde a actual Presidente do Conselho Directivo da SRN perdeu as eleições para a equipa do Enfermeiro Germano Couto (Lista A).

Contudo, os Enfermeiros José Azevedo e Carlos Folgado, os dois candidatos perdedores das eleições para Bastonário, vão impugnar o acto eleitoral. Em declarações prestadas ao Jornal Público ambos afirmam que existiram várias irregularidades e que como tal, o processo esteve minado desde a sua primeira fase.

A vitória da lista D significa que haverá continuidade nas políticas e que a implementação do Modelo de Desenvolvimento Profissional será uma realidade. Espera-se que a Ordem assuma então um papel de maior intervenção e maior conciliação com todos os enfermeiros. Se assuma verdadeiramente com a Ordem de todos os enfermeiros, os escute e que assuma posições políticas fortes e actue de uma forma pró-activa e não reactiva.

Espera-se da Ordem acção e antecipação dos problemas, que os resolve no âmbito das suas competências e que faça chegar junto dos órgãos de governo as suas preocupações, que são aliás as preocupações de todos os enfermeiros.

Independentemente dos resultados serem ou não do agrado de todos, é hora, de os enfermeiros se unirem em torno da sua Ordem e desafiar, construir e operacionalizar os Cuidados de Saúde, para que sejam assim um garante de qualidade e a pedra basilar de toda a saúde em Portugal.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

As Coisas Desta Cidade - Urbanismo

Nas noticias da semana passada veiculavam informações de que existiam para ocupar em Braga cerca de quinze mil habitações. Ou seja, são cerca de Quinze Mil casas (não contam aquelas que estão ainda a ser acabadas) para ocupar num Concelho que tem cerca de 160 Mil habitantes.

Isto, na minha opinião, só pode reflectir os erros sucessivos de anos e anos de governação camarária sem uma política estruturada de habitação. Os prédios surgem como cogumelos, em locais mais estranhos e descurando outros aspectos que são fundamentais para os Bracarenses.

As estruturas políticas não podem esquecer que garantir habitação acessível economicamente a todos, não chega. Não se pode garantir que essas habitações sejam sujeitas ao poder imobiliário e da construção civil sem que se tenham em conta aspectos ambientais, educacionais e culturais.

Braga, cresceu em prédios, sem dúvida é um bom dormitório, mas uma cidade da dimensão de Braga, não pode almejar apenas ser um dormitório, tem de apostar em todas as vertentes que façam jus ao slogan que há alguns anos a JS lançou que dizia:
"É bom viver em Braga"
Discordo disto, neste momento posso dizer: É bom dormir em Braga!

Possibilidade de Protesto nas Eleições da Ordem dos Enfermeiros

O Blog da Candidatura do Enfermeiro Azevedo acaba de informar que irá impugnar o acto eleitoral por ter detectado infracções gravíssimas no decurso deste. Afirma ainda que independentemente dos resultados eleitorais a serem divulgados esta impugnação avançará.

O que significa que quer seja ele, ou outros dos dois candidatos o escolhido para bastonário, pedirá a impugnação do acto pedindo um novo acto eleitoral.

Aguardo ecos dos resultados e também afirmações sobre que irregularidades foram detectadas pela Lista C para as divulgar.

Nota: Às 21horas ainda não se encontra disponível, no site da Ordem dos Enfermeiros, os resultados do acto eleitoral. Apesar de continuar a divulgar-se que estes seriam publicados durante o dia 17.

Nota Final: Maria Augusta Sousa foi eleita Bastonária. A Lista D venceu em todos os locais menos na Secção Regional Norte, onde a Lista A liderada pelo Enfermeiro Germano venceu. Ainda não detenho os resultados oficiais que quando tiver irei divulgar. Na próxima quarta-feira irei fazer uma análise do que se espera para o próximo mandato da Ordem dos Enfermeiros. A todos os vencedores sem excepção, espera-se trabalho e competência.

A Enfermagem em Debate na Rádio Clube Português - Edição do Minho

Esteve hoje em debate na Rádio Clube Português o estado da Enfermagem em Portugal.

Foram convidados a participar neste debate a Vice-Presidente da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, Enfermeira Goreti Mendes e o Presidente da Direcção da Associação de Estudantes de Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian da Universidade do Minho.

Acerca da formação de Enfermagem a visão de ambos os convidados incidiu na importância das transformações implementadas com o Processo de Bolonha e descortinei nas palavras de ambos a tendência de uma necessidade de debate dos enfermeiros sobre a pertinência da passagem da Enfermagem para o Ensino Superior Universitário.

No que concerne a política de emprego, os dois convidados não apresentaram uma opinião convergente. Ângelo Ferreira alertou para o excesso formativo de futuros enfermeiros em números, apesar de salientar que faltem enfermeiros nos Cuidados de Saúde Primários e Diferenciados. Alertou para a existência de desemprego nos Enfermeiros, estando em elevada percentagem nos Enfermeiros sem emprego durante o primeiro ano pós-licenciatura. Goreti Mendes por seu lado, afirma que não existe excesso de enfermeiros, mas sim uma falta de emprego por parte dos organismo de Governo. Salienta que a exigência e novos desafios da saúde exigirá cada vez mais um maior número de enfermeiros. Salientou ainda a ausência da Política de Saúde séria e baseada numa assertiva Gestão de Recursos Humanos. Alerta ainda para a ausência de enfermeiros nos locais de debate público, principalmente acerca de assuntos referentes para a prática de enfermagem. Defende também que a Ordem dos Enfermeiros terá de ter um papel interventivo de grande acção na defesa dos Cuidados de Saúde e de intervenção na defesa dos Enfermeiros.

No debate das Políticas de Saúde ambos salientaram a importância das Unidades de Saúde Familiares e da Rede de Cuidados Continuados e da defesa que estas politicas devem ser suportadas pelo Sector Público e apenas em último caso se possam transferir para o sector privado.

Por último e falando acerca da investigação e formação continua, ambos apontaram estes dois aspectos como fundamentais para a melhoria dos cuidados de saúde, salientando o esforço da escola para a oferta destas duas componentes.

Se conseguir arranjar esta entrevista em formato podcast irei disponibiliza-la no blog.

O Que Dizem os Outros

Começo esta edição semanal que irá abordar um post ou conjunto de posts da blogosfera a falar de um único blog.

O Avenida Central recebeu esta semana a distinção do melhor blog português na vertente Cidade/Região. Este prémio é na minha opinião inteiramente merecido e reflecte a perseverança de Pedro Morgado em tornar o Minho e a cidade de Braga num enorme espaço de discussão plural que não se restringe ao debate político e partidário.

O Avenida Central tornou-se um ponto de referência de âmbito regional e nacional. Visitado por imensos internautas que vêem nele um importante espaço de debate, discussão, de lançamento de ideias. É um espaço democrático e de grande sentido de uma participação activa e pro-activa dos cidadãos. Apela aos problemas já instalados, como alerta para futuras situações que possam advir.

Este espaço é sem dúvida, sendo do agrado ou não, acreditando nas ideias ou não, um local obrigatório de passagem de informação da Cidade de Braga.

Ao amigo Pedro não o desafio, deixo-lhe um pedido: o de continuação do bom trabalho que tem vindo a desenvolver. Inovando e continuando a lutar pelos seus ideais e contribuindo para o crescimento e afirmação da cidade de Braga como a 3ª maior cidade do País e também da região Minhota como uma das mais importantes deste país.

Ao Avenida Central, os meus parabéns.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Um Conto de Natal

25 de Agosto um determinado jovem acorda na sua distante terra.

Estava um radiante calor, porém nessa distante terra era natal. Era Natal porque havia convívio, solidariedade e amizade entre as pessoas. Mas esse jovem achava queria um novo desafio na sua vida, ele gostava de conhecer outras realidades.

Iniciou a sua longa viagem que o iria levar até a longínqua terra, situada no velho continente. Alguns meses se passaram e lá chegou ele à Terra. Era dia 15 de Dezembro e por todo o lado se anunciava o Natal.

Feliz, o jovem conviveu com os habitantes daquela zona que lhe ofereceram abrigo, afinal de contas estava frio e a amizade das pessoas garantia-lhe algum calor, o calor humano que lhe permitia ser feliz. Todos os habitantes da terra distante vivam da solidariedade, amizade e carinho que recebiam dos outros. Ele achou que este novo planeta era o ideal para ficar e como tal destruiu o único meio de voltar para casa.

O Jovem estranhava porque havia tanta publicidade e tantas luzes nesta época festiva. Ele achou que o planeta bastante estranho.

O Natal acabou, as luzes desapareceram e a publicidade também. O jovem começou a ficar com frio. Já não tinha onde dormir, já não sentia carinho e como tal o seu organismo começava a sofrer. Andou de porta em porta, a pedir abrigo, disse que vinha de longe, ninguém acreditou, ninguém o ajudou.

O jovem faminto morreu, no dia 10 de Janeiro, vítima da falta de solidariedade, carinho e amizade das pessoas, aquela que desapareceu no dia 6 de Janeiro e que o cativou para ter ficado nesta bonita terra.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Para Reflectir VI

"A simplicidade é uma força que vence todas as astúcias."
Stendhal

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Resultados da Eleições da Ordem dos Enfermeiros

Não irei divulgar os resultados das eleições da Ordem dos Enfermeiros, porém posso informar que em declarações prestadas ao Jornal SOL na sua edição online, elementos responsáveis pela eleição, afirmam que os resultados apenas serão divulgados na Segunda-feira ao final da tarde.

Até lá todos aqueles que estão curiosos terão de esperar por mais notícias.

Regressamos em breve...

Peço desculpa aos leitores pela menor assiduidade de posts colocados ultimamente, porém encontramo-nos num pequeno periodo de reflexão e de organização de rumo deste blog, assim sendo sábado iremos regressar o habitual "Para Reflectir...".

Domingo poderão contar com a segunda edição de "Na Terra dos Sonhos".

Segunda-feira terão a primeira edição do "O Que Dizem os Outros" que consistirá numa análise do que melhor se faz pela blogfera (na nossa opinião).

Terça-feira será dia de reflectir algo acerca da nossa cidade de Braga em "A Vida Cá no Burgo".

Quarta-feira é o dia dedicado à saúde, nomeadamente à enfermagem.

Quinta-feira e sexta-feira serão dias livres em que serão colocadas várias temáticas em discussão.

De salientar que além dessas rubricas obrigatórias estamos abertos a sugestões de temáticas a ser abordadas e sugeridas pelos leitores. Em todos os dias poderão ainda ser abordadas outras temáticas actuais.

A não perder...

Contribuam com ideias...



sábado, 8 de dezembro de 2007

Para Reflectir V

"Há que saber resistir quando queremos fazer valer a inteligência, o talento e a liberdade de expressão."

Tatiana Lobo

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pensamento Tacanho

Estava eu a ver o Jornal da Tarde quando vejo uma noticia que os portugueses entre feriados e pontes poderão parar mais de um de terço do ano (144 dias). Chama-lhe a RTP ano amigo.

Que Comunicação Social é esta que estimula um país parado, inoperante e ineficaz?

Depois, vêm chorar que as multinacionais se deslocam para fora do País. Se calhar vão para países em que as pessoas não se preocupam em trabalhar, pois compreendem que este é importante. Não estão à espera de ter mais férias que o próprio país possa aguentar.

É verdade, em tempo pré-eleitoral, quer ver se a postura do Sr. Socrates não vai mudar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Afinal ainda o povo é quem mais ordena...

Não poderia deixar de destacar a enorme vitória da liberdade e derrota de legitimação de um ditador pelo voto do povo.

O sr. Chavez parece que quer respeitar o resultado. Espero para ver até quando.

Diz que até somos vistos...

Vindo do Enferm@gem Pedi@trica recebemos um prémio interessante:

atequenoehummaublog.png

Agradecemos desde já a lembrança que a equipa que lidera este bom projecto teve relativamente ao nosso blog: MUITO OBRIGADO


Assim sendo aqui vai o protocolo da coisa:

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.
2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:
- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;
- A tag do prémio;
- As regras;
- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.
3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.
4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

E as vítimas d'O Canto Social são e sem qualquer ordem de preferência:

Doutor Enfermeiro

Avenida Central

Mesa da Ciência

Braga 2009

Fila d'Trás

O Mal Maior

Remisso

Boas leituras...

domingo, 2 de dezembro de 2007

No País daquele que consegue ver menos que o cego

Este texto apesar de poder ser escrito a pensar nos vários governadores que andam por este Portugal a fora, vai dedicado a um conjunto de pessoas que me merece alguma da minha atenção.

No País daquele que consegue ver menos que o cego, existem várias pessoas a quem foi pedido que vivam em harmonia, união e que trabalhassem de vez em quando em conjunto em torno de um objectivo comum. Essa meta era nobre e pretenderia tornar os habitantes desse país mais conhecedores, mais fortes e sobretudo mais pessoas. Este país tinham boas relações com os seus vizinhos. Faziam trocas comerciais com os seus vizinhos do País dos cegos e com o todo poderoso País dos anciãos. Este último povo era tido como arrogante, prepotente e muito austero, o seu poderio militar era tremendo.

Porém, nem tudo ia bem no País daquele que consegue ver menos que o cego. Os habitantes daquele país rapidamente descobriram o que estava mal: no País daquele que consegue ver menos que o cego havia pessoas. Contudo a resposta que eles quiseram admitir não foi essa, mas sim que as taxas comerciais do País dos anciãos eram elevadas e estavam a levar o país a ruína.

Mas porque é que as pessoas queriam tanto que o país não fosse para a frente? Porquê?

Alguns dos habitantes do País daquele que consegue ver menos que o cego procuraram as respostas, investigaram, pesquisaram arduamente, porém a resposta estava mesmo ali: Neste belo País cheio de riquezas as pessoas destruíam-no sem motivo aparente, por pura ganância, egoísmo e ignorância. Não havia um verdadeiro espírito de comercio colectivo e como tal o País dos anciãos aproveita-se e explorava-os.

Então, os habitantes nada satisfeitos queriam mudar o que estava mal e começaram a atacar aqueles que faziam asneiras sem querer. Começaram a falar deles em surdina, a arquitectar projectos maquiavélicos de vingança. O inconformado liderava-os, nunca poderia aceitar que as coisas não iam bem.

Cá de longe, no vizinho País do cego, os habitantes deste país viviam felizes, com os seus problemas e com as suas desavenças, mas tudo estava relativamente calmo. Nada de mal percebiam passar-se no país seu vizinho. Aliás, o país daquele que consegue ver menos que o cego era tido no mundo como um país forte, unido e que sempre que era necessário um empreendimento conjunto se unia e fazia maravilhas.

Mas, nem tudo ia mal no País daquele que consegue ver menos que o cego. Havia pessoas que de nada sabiam, que com nada se preocupavam e que deixavam andar, a ver se ninguém ia ter com elas, se ninguém as preocupava, uma dessas pessoas era a razão. Esta pessoa sabia os problemas da terra, mas não queria se meter, era mais fácil estar no seu canto.

E as pessoas? Agiam elas por maldade? As pessoas sentiram-se ameaçadas. Também elas se organizaram, também elas investigaram e planearam o contra-ataque. A guerra civil estava instalada, todavia esta guerra não tinha dois lados bem claros, ninguém sabia de que lado da barricada estava.

Toda esta confusão reinava então no País daquele que consegue ver menos que o cego, alguns dos seus governantes queriam acusar os Países vizinhos dos problemas que existiam no seu país. Apontavam baterias aos País dos anciãos, porém sabiam que uma guerra directa contra estes não podia ser travada. Tinham de planear uma guerrilha. Contudo, o País daquele que consegue ver menos que o cego era uma democracia e apesar de os seus lideres pensarem de uma forma, nem todos pensavam assim. Então a oposição decidiu manifestar-se. Discordou do seu governo, queriam travar a guerra directa. Os seus lideres continuavam a temer represálias.

Um dia, um dos habitantes do País daquele que consegue ver menos que o cego, numa das suas guerras feriu um dos seus melhores amigos. A ferida era grave, não havia muito a fazer. Uns acusaram-no de ser o culpado de todos os seus problemas, outros choravam com ele. O inconformado (a partir de agora será esse o nome do habitante que feriu o seu amigo) chorava, pensava que motivos justificavam o que aconteceu.

A sua primeira vontade era de culpar o país dos anciãos, mas o seu amigo, a razão ferida gravemente e às portas de outro mundo, disse-lhe que já era hora de o país daquele que consegue ver menos que o cego se fechar sobre si mesmo. Era hora de unir, de falar e debater, de parar a guerra que no dia atacava o colega e no dia a seguir matava o amigo. Era hora de mostrar que no país dos cegos, se via tão bem como os outros e que o País daquele que consegue ver menos que o cego era o que realmente todo o mundo achava. A razão nas suas últimas palavras pediu ao arrependimento para que os habitantes do seu país não se esquecessem do seu nobre objectivo e que um dia pudessem trocar comercialmente de igual para igual com os anciãos. Deu-lhes então o último conselho:

"- Construam o nosso país, não de uma forma bélica, mas estruturada, comercial, democrática, em que todos sejam um trabalhador tão importante como os outros. Com discórdia, mas com frontalidade; sem discussão, mas com debate; sem amizade colectiva, mas com uma equipa de trabalho. Assim seremos mais fortes e aí poderemos finalmente debater com os anciãos que as taxas são verdadeiramente injustas. Eu acredito em ti, não fosses o eterno inconformado. Vai e espalha estas minhas últimas palavras."

...
O resto da história cada um de nós pode fazê-la no dia-a-dia...

sábado, 1 de dezembro de 2007

Para Reflectir (IV)

As grandes obras são sonhadas pelos génios, executadas pelos lutadores, disfrutadas pelos felizes e criticadas pelos inúteis crónicos.

(Autor desconhecido)