quarta-feira, 16 de março de 2011
(In)coerências ou será que confirma a regra?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Vacina da Gripe A
A saber:
1. A Pandemia de Gripe A tem um impacto mediático dos média que nada da saúde está habituada;
2. Compete aos profissionais de saúde contribuir para a diminuição do clima de alarme e esclarecimento da população;
3. Têm-se verificado graves reacções em grávidas que são infectadas pela doença.
Concordo que:
1. Os profissionais de saúde devem abster-se de manifestar a vontade de pessoal de se imunizarem contra a gripe A;
2. Os profissionais de saúde devem alertar e contribuir para o esclarecimento da população em geral, nomeadamente na tomada de precauções e medidas de segurança;
3. Deve-se incentivar os grupos de risco para a importância da imunização visto que as vantagens da imunização serão potencialmente maiores que as consequências de reacções adversas.
4. Qualquer guerra e troca de declarações entre profissionais de saúde, vai apenas contribuir para uma maior desinformação e maior mediatismo que em nada ajuda a combater a doença.
Uma Vitima Mortal na Suécia
Várias reacções adversas notificadas...
Sr. Bastonário da OM, os enfermeiros estão mesmo mal informados?
quarta-feira, 4 de março de 2009
Inundemos com cartas de protesto perante a Carreira de Enfermagem indigna proposta o Governo e o Ministério da Saúde
Dando lugar a uma sugestão que aqui nos foi dada consideramos que não podemos descurar nenhuma possibilidade para que as forças politicas acordem ao que estão a fazer à maior e à mais cumpridora classe de profissionais ema Saúde.
Apelamos a que publiquem este Post nos vossos blogs, transmitam-no via email e copiem a carta que vos deixamos (ver em baixo) para os seguintes sites, Fax ou email…
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Ministra: Ana Jorge Morada : Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa
Tel.: 213 305 000 Fax: 213 305 175
Correio electrónico: gms@ms.gov.pt
Deste modo, voltamos a mostrar toda a nossa indignação. Várias foram as promessas sucessivas de que Enfermagem veria ser reposto o seu valor a carreira de Licenciados. Já estamos fartos de esperar, por isso deixamos este documento que caso assim entenderem só têm que assinar e enviar por mail ou fax para o Ministério da Saúde.
“Sra. Ministra da Saúde
EU, INDIVIDUALMENTE, TAMBÉM CONTESTO!
No passado dia 20 de Fevereiro, durante a Greve Nacional de Enfermeiros, a Sra. Ministra da Saúde anunciou e, finalmente, concretizou o envio, aos Sindicatos, da proposta reformulada, cujo compromisso tinha assumido no dia 29 de Dezembro de 2008.
Na proposta constato, e no que diz respeito a estes 4 princípios:
1. UMA CARREIRA PARA TODOS OS ENFERMEIROS – face a esta reivindicação, justa, o Ministério assume que a mesma apenas está dependente de uma decisão politica, razão pela qual propõe que os actuais enfermeiros, a contrato individual de trabalho por tempo indeterminado possam optar pelo que vier a ficar regulamentado neste decreto-lei. Contudo, isso não é suficiente! Nós, enfermeiros, não aceitaremos a manutenção de qualquer tipo de discriminação e, na realidade, o que a Sra. Ministra está a propor é o seu aprofundamento, porque, no âmbito da sua opção, estão vedadas todas as restantes regras aplicáveis aos colegas com contrato de trabalho em funções públicas e, inadmissivelmente, nada disto é possível para os futuros enfermeiros.2. UMA CARREIRA COM UMA ÚNICA CATEGORIA – a Sra. Ministra ao manter uma proposta com duas categorias, insuficientemente justificada com supostos conteúdos funcionais diferentes, contrários ao que hoje está legalmente consagrado no REPE, no Decreto de Lei que transforma a formação dos enfermeiros em Licenciatura e no Código Deontológico revela apenas ter um objectivo: IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DOS ENFERMEIROS NO LEQUE SALARIAL QUE O ACTUAL GOVERNO CONSIDEROU SER O MAIS JUSTO PARA REMUNERAR OS LICENCIADOS.
3. DESCATEGORIZAÇÃO DOS ACTUAIS ENFERMEIROS DA ÁREA DA GESTÃO – se a anterior proposta já era por nós considerada uma vergonha e um “atentado” à profissão, para esta só encontramos adjectivos num léxico pouco propício. Aos enfermeiros que estão, hoje, nas categorias de gestão da actual carreira de enfermagem, independentemente do que se tenha de reflectir sobre as práticas profissionais, foi exigido sempre concursos de acesso às categorias superiores; no acesso à categoria de enfermeiro graduado até 1988 para além do concurso era exigido um exame escrito de estudo obrigatório de 12 temas dos quais era escolhido 1 pelo júri. Para acesso à categoria de Enfermeiro Especialista era exigido, até 1991, nota positiva no exame de acesso à especialidade (a partir desta data passou a ser exigido a avaliação curricular), frequência da especialidade e posterior concurso de acesso à categoria, primeiro com exame escrito e depois com apreciação curricular. Para acesso à categoria de Enfermeiro Chefe e Supervisor era necessário a frequência dos cursos de Administração, concurso, apreciação e discussão curricular e, em muitos casos, avaliação do perfil psicológico. É DE TODO ESTE PERCURSO, INTRINSECAMENTE LIGADO AO DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO que não é de todo admissível esta proposta da Sra. Ministra.
4. GRELHA SALARIAL – é inadmissível que a Sra. Ministra esteja a propor aos enfermeiros uma remuneração de ingresso na actividade abaixo daquela que o Governo, por lei, consagrou para os restantes Licenciados da Administração Pública. É intolerável que a Sra. Ministra apresente uma proposta que coloque o topo da carreira dos enfermeiros abaixo do topo da actual carreira de técnico superior. É insustentável que a Sra. Ministra queira perpetuar a discriminação do reconhecimento do valor social do trabalho dos enfermeiros e, mais grave, que inadmissivelmente diminua, na proposta que se pretende para e com futuro, as expectativas de desenvolvimento salarial quando a comparamos com a actual Carreira de Enfermagem.
Porque o que está em causa é a Profissão de Enfermagem e o seu Desenvolvimento;
Porque o que está em causa é o reconhecimento do grau académico e do valor social da profissão;
Porque não posso continuar a aceitar qualquer tipo de discriminação para e entre os enfermeiros, quer já estejam no exercício ou para os futuros,
CONTESTO E REPUDIO VEEMENTEMENTE A PROPOSTA QUE NOS ENVIOU!
…………………(assinatura)………………….…………… ”
Aproveito o incentivo do Cogitare para responder ao apelo e divulgar este protesto.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Cuidados Domiciliários por Enf. de Reabilitação
Há coisas estranhas não há?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Uma Verdade acerca das UCCI
Ontem, ouvi que com a criação dos Agrupamentos de Centros de Saúde vão ser criadas equipas de Cuidados Continuados na Comunidade (finalmente a medida que era necessário implementar que sem respostas sociais se vai tornar ineficaz). Para comprovar a opinião que dou anteriormente, deixo o artigo do Enf. Fernando de Seabra que publicou no Diário de Aveiro.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Cuidados Continuados - Os Casos Sociais
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Enfermeiros põe em causa continuidade da Empresa Gestora da Saúde 24
Francisco George (Director-Geral da Saúde) já fez declarações públicas alertando para a possibilidade de não renovação do contrato com a empresa.
Parabéns aos colegas pela coragem.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Financiamento da RCCI
Deixo também aqui a minha opinião sobre o assunto:
Quando falamos de financiamento e é coisa que os enfermeiros dizem logo que não é preocupação deles, pois estamos habituados a que os prestadores de saúde seja pertença do estado. O problema é também o estado pode entrar em risco de falência, tal como aconteceu com a Islândia e pelo que ouvi ontem dois especialistas na matéria (Rui Ramos e Pedro Adão e Silva) falarem disto num debate da Plataforma Construir Ideias, Portugal não anda muito longe disso e vai valendo uma coisa a que chamamos Euro. Esquecem-se os enfermeiros que ao se alhearem deste debate ele é feito por outros profissionais de saúde e por gestores e economistas o que por si só contribui para algo: o afastamento dos enfermeiros dos lugares de decisão e consequentemente de um papel de intervenção na discussão e na saúde em Portugal. Se os enfermeiros se querem assumir como licenciados e ganhar como tal, também têm de dar contributos de licenciado à matéria da saúde e deixar de apregoar chavões que aprendem nas escolas e de reclamar rácios. Têm sim de propor alternativas rentáveis e analisar os sistemas que estão ao dispor. È um pouco isso que me vou arriscar a fazer.
Para mim o problema da RCCI é como financiar a expansão da RCCI, eu sei, com despesa do Estado, o problema é que isso está por em causa toda a sobrevivência económica do país. É como é que se quer alargar o gasto numa determinada área se ela não produz os ganhos e como tal, a rentabilidade que se deseja.
O grande problema da RCCI é que a longo prazo vai crescer e vai aumentar muito os gastos, nomeadamente com pessoal e com as estruturas. Por sua vez, o que acontece é que estas estruturas estão a receber doentes por não haver locais onde os colocar, por as famílias não os quererem, ou mesmo por abandono. Logo, estas unidades não se vão tornar um complemento, estão a tornar-se a única alternativa.
Após esta introdução, as minhas dúvidas não se prendem com a forma de financiar isto, pois quer seja o estado através do financiamento aos privados, que a meu ver tem de ser fixado em objectivos e resultados obtidos, isto é, têm de ser construídos indicadores de qualidade que indiquem que aquela instituição está a produzir efectivamente ganhos para os seus utentes; quer seja o estado o prestador directo. Agora o problema de base para isso funcionar volta a ser a escolha dos utentes, que é feita pelos gestores da rede. Se esta for bem feita e as instituições não estão a produzir resultados, só há uma explicação possível, a instituição funciona mal e então tem de melhor o seu financiamento se quer se melhor financiada.
Para mim, a questão de base para não levar a falência da rede, tem a ver com a adopção de um sistema misto de cuidados continuados. Estes eram para ter uma forte vertente domiciliária, o que acontece na realidade é que existem alguns projectos-piloto e ninguém fala e se debruça nestes. Penso que o sistema de funcionamento misto, através da criação de equipas de apoio domiciliário e através do financiamento a quem é cuidador informal, poderá além de baixar os gastos com a rede, visto que mesmo que somemos o valor das equipas domiciliárias e do subsidio ao cuidador informal será sempre menor que o investimento em infra-estruturas de um grande aglomerado de utentes. Até porque os cuidados junto da família do utente estão provados que conseguem a longo prazo construir e produzir resultados mais eficientes e menor dependência do prestador de cuidados de saúde formal. Aliás, muito do que defendo do trabalho e futuro da enfermagem, na preparação e educação do utente e prestadores de cuidados para a autonomia são desígnios que sustentam em larga escala esta política de cuidados de proximidade.
Por último, alertar só para um sistema de apoio social que me foi apresentado numas Jornadas de Enfermagem pelo Prof. Doutor Inácio Martin que falou de um sistema de apoio para a criação de infra-estruturas nas casa para cuidar e que para ele, a longo prazo se mostrava como o sistema mais eficaz e rentável. Dele pouco sei, mas quando tiver mais conhecimento de causa, falarei do assunto.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A Rede de Cuidados Continuados Integrados
Sendo eu enfermeiro e um interessado nas matérias da saúde em Portugal não poderia deixar de dizer algumas palavras acerca da RCCI.
Em primeiro lugar esta rede não é do Serviço Nacional de Saúde. É uma rede partilhada entre público (SNS) e privado. Com financiamento autónomo do SNS e proveniente do Ministério da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social. Isto poderia até ser irrelevante, todavia vai ser importante para algumas das coisas que vou falar a seguir.
A rede surgiu como uma criação do Ministro Correia de Campos, após algumas reflexões sobre a saúde do tempo do Presidente Jorge Sampaio e que apontavam para a falta de reabilitação e de cuidados de saúde básicos, tal como, o Abel refere e muito bem, serem uma das grandes lacunas das instituições de saúde. Foi uma cópia também dum modelo utilizado na Catalunha. A questão é que se criou um terceiro modelo e sistema de financiamento: há para a saúde o SNS, para os lares e rede de apoio social a segurança social e uma terceira rede, autónoma, que poderemos chamar RCCI. Segundo um estudioso da matéria do envelhecimento e do apoio social, Inácio Martin (Doutor da Universidade de Aveiro) este sistema e a forma como foi feito, com o aumento sucessivo da procura, fruto do tal envelhecimento que o Abel fala, vai conduzir a falência da rede de apoio. Ou seja, apenas falando em política, vemos que esta aposta do governo não é assim tão boa como parece, pois a longo prazo será insustentável.
Mas, como profissional de saúde não me posso dar ao luxo de apenas destruir uma alternativa criada e que penso ser necessária. Contudo, esta não é A alternativa.
Vai ser necessário, neste país mudar o paradigma de saúde se não queremos destruir o SNS, teremos de construir uma rede social de apoio diferente da actual. Os lares neste momento são hospitais de retaguarda e não rede social de apoio. Como tal, será necessária uma profunda reflexão da saúde. Como? Mudando o paradigma dos resultados! Neste momento queremos resultados em número de cirurgias, primeiras consultas, consultas de especialidade, porém esta diferenciação da saúde está a esquecer a saúde básica às populações. Além disso, os lares não podem ser unidades de retaguarda para aqueles que são rejeitados socialmente, visto que não estão fisicamente preparados para tal, quer em recursos humanos, quer em recursos materiais.
Só quando se pensar em retirar os profissionais de saúde dos contextos de internamento de agudos, e se deixar de querer curar a doença é que se conseguirá obter resultados de qualidade de vida das pessoas. Através, de cuidados domiciliários de qualidade, promoção da saúde e prevenção da doença. Assim, aquela que deveria ser a grande aposta do governo está encerrada, a reforma dos Agrupamentos de Centros de Saúde e a Criação das Unidades de Saúde na Comunidade.
Não poderia deixar de dar uma palavra em defesa duma acusação grave que o Abel faz aos profissionais de saúde. Estes por vezes laboram nos limites das suas condições e capacidades e como tal, isso potencia o erro. Trabalhar com 22 doentes numa tarde com 2 enfermeiros que a alguns doentes mal têm tempo de lhe ver a cara é desgastante não só fisicamente como psicologicamente e como tal, os profissionais por mais treinados que estejam falham.
Por último dizer que a base da RCCI é o trabalho dos enfermeiros que ajudam, tal como o Abel diz ser necessário, a reabilitar e a adaptar a pessoa à sua nova condição de saúde, será que se estes são assim tão providos de mau feitio. Não conheço aliás, nenhum profissional de saúde a excepção do enfermeiro que ensine um doente a transferir-se da cama para a cadeira após um AVC, a tomar banho após um AVC, a perceber o porquê de tomar um medicamento a determinada hora e que consequências pode ter da toma e da não toma desse medicamento. Muitas vezes não o fazem, porque os próprios resultados da saúde esperam outras coisas mais visíveis dos enfermeiros, e que tragam resultados imediatos e não ao longo prazo.
A RCCI é uma boa inovação e que dá alguma ajuda ao sistema, contudo tem de funcionar correctamente para que efectivamente seja feita reabilitação e para que estas não se tornem apenas um hospital de retaguarda, em que nada se faz de diferente dum hospital, por falta de recursos humanos. O paliativo não pode ser apenas um local diferente do que se quer remendar.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O Dia-a-dia de um Enfermeiro em 30 minutos...
Coloco aqui para que vejam uma enfermeira no seu dia-a-dia. Para os enfermeiros não será novidade, para aqueles que não sabem o que é ser enfermeiro, também é isto.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Boa Nova
A Ordem dos Enfermeiros pode regular finalmente o acesso a profissão.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Dia 10 de Julho - O Dia em que é necessário virar a página!
Assim sendo foi marcada uma Concentração de Enfermeiros em Frente ao Ministério da Saúde. Podem consultar os motivos neste link.
A juntar a isto, a Direcção Nacional da Ordem dos Enfermeiros divulgou um press-release em que exige a Ministra da Saúde uma reunião urgente. Visto não haver disponibilidade do Governo de aceitar o Modelo de Desenvolvimento Profissional que os Enfermeiros votaram e querem abraçar. A juntar a esta declaração do comunicado da Ordem dos Enfermeiros:
"Além do atraso no processo de Alteração Estatutária proposto pela Ordem dos Enfermeiros, foi-nos entregue um documento cujos termos são atentatórios da dignidade da profissão e absolutamente incongruentes com os fundamentos legais e científicos que a regem."
Parece-me ser determinante para uma posição de força clara a presença do maior número possível de enfermeiros no próximo dia 10 de Julho às 11horas em frente ao Ministério da Saúde, demonstrando claramente que os enfermeiros querem ser um dos motores que irá contribuir para a melhoria da qualidade da Saúde em Portugal.
Apelo a participação de todos os colegas enfermeiros e também de todos os estudantes de enfermagem para que a demonstração de força seja inequívoca e marque a página necessária para por a Enfermagem na agenda política portuguesa.
Está na hora da Enfermagem se mostrar.
Eu estarei lá.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ordem dos Enfermeiros - Visibilidade e Trabalho
No Dia 14 de Junho comemora-se em Portugal o Dia Nacional de Luta Contra a Dor. A Ordem dos Enfermeiros celebrará a efeméride com o lançamento o primeiro número da Série I dos "Cadernos OE", intitulado "Dor - Guia Orientador de Boa Prática".
Este primeiro Caderno será todo dedicado a Guias de Boas Práticas de várias indoles. Permitam-me que dê o merecido destaque a esta iniciativa que será um contributo para o elevar da qualidade dos Cuidados de Enfermagem prestados a população.
terça-feira, 10 de junho de 2008
A Importância do Enfermeiro - Parte III - Documentação da Informação e Cuidados Prestados
Elaborei uma resposta que penso que se adequa no conjunto de textos que tenho elaborado sobre a importância do enfermeiro. Não tão virada para a importância para o exterior deste, mas pela importância que a discussão destas questões tem na: continuidade de cuidados, documentação da informação, prestação de cuidados, gestão de recursos. Espero os comentários a mais este novo documento.
Falar em prestar cuidados pressupõe sempre, falar em planeamento de cuidados e processo de enfermagem. Sem fazermos uma avaliação inicial da condição do utente não estamos a executar cuidados, mas a limitar-mo-nos a fazer tarefas. Assim sendo, a forma de pensar e planear os cuidados tem de assentar sempre no processo de enfermagem. Isto é, avaliar inicialmente a condição do utente, identificar problemas potenciais, problemas existentes e factores de risco (Juízo Diagnóstico), planear (com ele ou para ele) acções que visem evitar os problemas potenciais e resolver os previamente instalados, executar estes cuidados e fazer uma avaliação dos resultados obtidos com as nossas acções.
Até aqui não dei novidade nenhuma, aliás todo esta opinião não o dará, apenas juntará um conjunto de informações da temática.
Na lógica de que temos tempo para fazer isto tudo no papel, e tal como se ensina (nas boas escolas de enfermagem), os alunos planeiam por escrito estas acções. Os enfermeiros com o decorrer da prática devem fazê-lo mentalmente. Esbarramos então no primeiro grande recurso que não está em condições de qualidade: O tempo. Na actualidade este recurso é aquele que mais constrangimentos cria para a prática da enfermagem. Deste modo e como este recurso é finito temos de ter em conta na elaboração do plano de cuidados (plano de trabalho para um turno com vários doentes atribuídos) este factor. Isto é, torna-se imperativo definir prioridades de acção e definir aquelas intervenções, sem as quais a vida poderá estar potencialmente ameaçada e seguindo uma linha até às acções que visam promover a autonomia do utente e o sem bem-estar.
Por esta lógica toda exposta, apenas estamos a falar de prestar cuidados que devem ser face a escassez de tempo o principal alvo do nosso trabalho. Contudo, será possível não registar o que realizamos? Será possível chegar a cada turno e ter de repensar o processo todo da estaca zero?
A ausência de registo acerca de um plano de cuidados obriga a que o enfermeiro do turno a seguir faça novamente uma avaliação inicial do utente, elabore diagnósticos, torne a planear intervenções, ponha-as em prática e volte a avaliar. Porque não pode haver continuidade de cuidados se a informação da intervenção de enfermagem é apenas passada oralmente. Ou seja, entramos num contraditório, se o tempo é escasso e prestar cuidados é a área mais importante, como referi anteriormente, não estamos com a ausência de registos documentais do trabalho anterior, a voltar atrás no processo de avaliação e consequentemente a gastar mais um recurso que já referi anteriormente como escasso?
Não vou sequer falar da importância das entidades gestoras conhecerem o nosso trabalho, porque então aí os registos de enfermagem têm um papel essencial.
A questão que se colocará é que tipo de registos documentar? De que forma são estes realizados? Permitem e possibilitam a continuidade de cuidados? Ou são este apenas uma obrigação legal?
Os estudos desenvolvidos na área dos Sistemas de Informação em Enfermagem (SIE), demonstram que a informatização da saúde e o envolvimento dos enfermeiros na melhoria destes SIE permite não só gerir melhor o recurso escasso tempo, como também potencia uma melhoria da continuidade de cuidados e consequentemente uma melhoria na qualidade dos cuidados prestados.
Contudo, isto não é nada fácil, e parece-me que qualquer resposta que o colega magistral enunciou não tem uma resposta de sim ou não, parece-me que apenas um ponto de equilíbrio, não me lembro quem foi o teórico que disse que o mundo vive de equilíbrios e cada vez mais acredito nisto. Agora este equilibrio não é estático, mas sim dinâmico e o que num serviço poderá ser prestar mais cuidados e registar menos por estar em causa a vida do utente, noutros serviços poderá registar-se tudo o que se presta e com isso prestar menos cuidados, de modo, a sensibilizar os gestores para a problemática da falta de recursos.
A última questão que enuncias, é quase que um dilema ético, contudo, não consigo conceber cuidados de enfermagem sem qualidade, como tal, penso que não podemos falar de melhores cuidados, mas sim de mais ou menos cuidados. Assim, defendo que deve haver uma junção de todos os planos de cuidados dos doentes atribuídos e com isto definir prioridades e implementar as acções previstas de acordo com as necessidades dos utentes, do mais emergente para o menos urgente. A qualidade (palavra que atribuo significado quando ouço a palavra melhor) não pode nunca estar em causa.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
A Importância do enfermeiro - Parte II - Prescrição
"Que raio de confusões com esta cena das Prescrições...os enfermeiros não Prescrevem? Não prescrevem na prossecução de pensos??? Isto só denota falta de reflexão/PARTILHA sobre o conceito de AUTONOMIA ...SEJA LÁ NAS ESCOLAS, NAS EQUIPES, ETC...denota que passados 12 anos da publicação do REPE, não integrámos o conceito de Intervenção Autónoma e muito menos a materializámos na acção clínica, na práxis diária da prestação de cuidados...
Eu, a generalidade dos colegas e todos vós PRESCREVEM ...CUIDADOS DE ENFERMAGEM (quando, mentalmente ou por registo, planificam a prestação de cuidados) integrados num plano de acção mais vasto, que inclui outros parceiros, em função da pessoa concreta.
Quando PRESCREVO E EXECUTO, é aqui que entra/deve entrar o conceito claro da nossa Intervenção Autónoma ...isto (decisão clínica) implica a responsabilidade de decidir ... fundamentadamente ...implica, por vezes "confronto" com os parceiros médicos pela materialização concreta e no momento do nosso espaço...isto requer segurança.
Intervenção Autónoma é aquela da minha exclusiva responsabilidade, de acordo com a qualificação que detenho ...(REPE) e que obtive na formação inicial, contínua e com base na aquisição de competências decorrente do meu percurso profissional.
Passando da teoria à prática e com ex. simples, dos que são aqui referidos: Ainda à médicos que prescrevem avaliação de sinais vitais, glicémias, pensos (como disse, penso, o FILIPE). Comigo e com muitos outros colegas de muitos serviços (com colegas que falo em espaços de formação)isso acabou há muito tempo ...implicou estratégias de discussão com a equipa médica ...fundamentação...segurança...conquista de espaço
Eu tenho qualificação para decidir (prescrevendo e executando), em função da situação (diagnósticos) e da evolução (enf conhece evolução 24h/24h), quando avalio e que sinais vitais, glicémias, etc ...algumas protocolámos com base na evidência...
Eu Prescrevo (quando planifico) e administro soluções medicamentosas (quando executo)na realização de pensos ...quais médicos?!?...eu é que analiso/avalio a evolução da solução de descontinuidade e, com base na evidência, aplico o que decido ser o mais correcto...
Mas, enfermagem, vai para muito além das prescrições ... pensos ... injecções ... SV ...e muita coisa temos que aferir
Se calhar era necessário repetir uns espaços de reflexão como já se fizeram...
Devem andar por aqui neste Blog, colegas que, como eu, no processo de conquista do REPE, participaram nuns Fóruns (feitos em todos os distritos), realizados em 88/89/90 (já não me recordo) e organizados pelo SEP. Durante 1 dia, sentaram-se centenas/milhares de enf, organizados em grupos de trabalho ...POR SERVIÇO. Então, todos os Grupos, de todos os serviços H e CS, elaborámos listas de tarefas que na altura realizavamos nesses Serviços. Foram elencadas mais de 3 000 Tarefas/Actos (se a memória não me falha). No Fórum Nacional a grande discussão era se o REPE incluía uma Lista de Actos (que eram os da altura ...e que face à evolução da profissão ...ficariam desactualizados ...enf passariam a fazer Tarefas/Actos ilegais)ou se continha conceitos sobre A AUTONOMIA QUE PERMITIA A EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO E, OS ENFERMEIROS, SERIAM SEMPRE AUTÓNOMOS DE ACORDO COM A EVOLUÇÃO DAS SUAS QUALIFICAÇÕES E COMPETÊNCIAS.
A vida, a realidade e a evolução da profissão veio-nos dar razão...
Se calhar era bom voltarmos a fazer esta reflexão ...porque muitos comentários denotam a não interiorização de conceitos básicos ...que se calhar ...cabem no âmbito do Curso na Escola ...e na reflexão organizada nos serviços.
Confiança ...vamos lá chegar...
Já agora, vi em www.sep.org que SEP vai reunir amanhã com Ministra ...prá Carreira, admissões e não só
abraço
Bento"
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Dia Internacional do Enfermeiro - 12 de Maio
Parabéns também a Ordem dos Enfermeiros pelo Spot publicitário que lançou divulgando um pouco o que é o papel dos enfermeiros na saúde. Parabéns porque esta Ordem Profissional que tem apenas dez anos tem desenvolvido esforços para crescer e tem-no feito, não a velocidade que todos esperaríamos, isto é, velocidade meteórica, mas lentamente vamos mudando um paradigma de espera para um paradigma de intervenção e proactividade.
Destaco as mensagens de outros colegas bloggers:
Doutorenfermeiro
Detalhes e Pormenores
Soul's Metamorphosis
Repolho de Agosto
O Enfermeiro
EscritArtes
O Sabor da Palavra
Saúde e Portugal
sábado, 10 de maio de 2008
A Importância do Enfermeiro - Parte I - Ensino de Enfermagem
Será apenas e só a culpa das escolas?
Será que todos nós não temos culpa no dia-a-dia com os nossos actos?
O texto do DoutorEnfermeiro que relata uma situação, ou melhor, várias que se têm passado com ele levanta alguns aspectos. O primeiro que me apraz frisar é a falta de conhecimento dos enfermeiros que recebem os alunos nos campos de ensino clínico/estágio acerca do que estes pretendem e quais os objectivos que os estudantes têm de atingir. Como sabem, estão definidas pela Ordem dos Enfermeiros 96 Competências dos Enfermeiros de Cuidados Gerais. Um aluno quando se desloca para um campo de ensino clínico, isto é, momento de aprendizagem, associação de conhecimentos teóricos à prática clínica e ainda aprendizagem em contexto clínico terá de adquirir determinadas competências. O grande problema desta situação, é quantos dos enfermeiros orientadores recebem a informação de que competências que o estudante vai adquirir? Dos que recebem, quantos transmitem aos seus colegas, quais são essas competências? Será correcto aceitar orientar um aluno em ensino clínico sem conhecer o que é que este vai para lá fazer? Culpa aqui repartida: escolas/enfermeiro.
O segundo aspecto que gostaria de salientar é a desorganização e bipolarização das escolas. Se algumas apenas incidem em aspectos do cuidar, outras apenas incidem em aspectos das ciências biomédicas. Tal como referiu o magistral estratega, para se melhor cuidar é necessário ter conhecimento de todas as ciências de base que servem de apoio à ciência de enfermagem. Não me lembro onde foi que vi isto, mas era um diagrama que continha no centro a enfermagem em forma de balão e depois vários balões com as várias ciências em torno da enfermagem, este primeiro balão era o maior, mas todos os outros o interceptavam. A minha análise deste, é que a enfermagem é a ciência que deve ser o principal foco de atenção do enfermeiro, contudo não pode nunca se dissociar de todas as outras ciências que vão ajudar a sustentar e a potenciar a disciplina da enfermagem. Ou seja, todas as ciências que servem de apoio à enfermagem devem servir de base a esta, contudo o enfermeiro não necessita de as dominar totalmente, precisa sim de saber tudo o que destas é essencial para a sua prática. Neste aspecto faz-me dizer uma expressão velha conhecida que é adaptada a ciência que se queira falar e que tem por base a UNESCO (no documento dos quatro pilares da educação). Quem só sabe de enfermagem, nem de enfermagem sabe.
O terceiro aspecto que gostava de reflectir é acerca do nome comercial de um medicamento. Eu recuso-me a transcrever uma medicação com um nome comercial qualquer que ele seja, existe uma circular da DGS (desculpem o primor de não a citar) que OBRIGA o médico a usar DCI e que como tal, obriga todos os outros profissionais a utilizar esta terminologia. Não é por se estar a combater as viagens e o poder das farmacêuticas. Trata-se apenas de uma forma de podermos utilizar o nosso cérebro para em vez de sabermos todos os nomes comerciais do mesmo principio activo, poder usa-lo para saber mais princípios activos, suas causas, efeitos adversos, tempos de acção. Penso que são lógicas as vantagens da DCI, usar uma linguagem clara, concisa e que todos saibam o que é. Acho que é para isso que existem as linguagens classificadas. Não obstante em situações de urgência achar que se deve agir rapidamente, mas penso que os enfermeiros têm função de charme na sensibilização da utilização desta linguagem. Basta o médico, administre uma formula de lasix, ao que o enfermeiro responde: já esta preparada e administrada 2 c.c. de furosemida E.V.. Se queremos ser tratados como licenciados, temos de nos assumir sempre como tal, isto é, conhecedores das situações e utilizando e dominando aqui para o qual estudamos quatro anos e que nos certifica que somos habilitados a falar, pensar e agir criticamente acerca do conhecimento de enfermagem. Costumo dizer que à farmacologia dou o tempo que considero o adequado, nem faço dela o supra sumo da enfermagem, nem faço dela o parente pobre. Falei em relação a esta ciência de apoio como poderia falar em relação a qualquer uma.
Outro aspecto do qual não me posso excluir de comentar foi o post do Magistral Estratega que enumera algumas questões lógicas e de reflexão e que poderão desmontar o artigo inicial. Se de acordo com todas as organizações internacionais de enfermagem e com as nacionais também, o alvo dos nossos cuidados são a pessoa, família e comunidade, estas têm de ser vistas como detentoras do processo central da nossa actuação. Como tal, a pessoa é um ser biopsicossocial, excluir algumas destas vertentes da nossa atenção estará obviamente a enviesar o foco de atenção e assim sendo, estaremos não a prestar cuidados holísticos mas cuidados parciais, o que nos leva novamente ao paradigma biomédico (em que cada um trata de uma parte).
Tenho de concordam com a afirmação de que a enfermagem é o que quisermos fazer dela, já por isso existem teorias de enfermagem, porque enfermeiros, como qualquer um de nós, dedicaram a sua vida e o seu trabalho a produzir conhecimento acerca do que eles achavam ser o trabalho de enfermagem, a sua sustentação e base teórica, fez com estas fossem ou não aceites. Cada um poderá definir aquilo que acredita ser o caminho para a enfermagem e se o sustentar com uma base cientifica e com um estudo de base próprio, poderá levar a que isso seja aceite pela maioria ou não. Se o conseguir estamos perante uma nova teoria de enfermagem e que poderá substituir ou mesmo complementar as anteriores.
O magistral aponta ainda para a responsabilidade do aluno, que tem um papel fundamental no seu processo de aprendizagem. Eu aprendo o que quero e cada um de nós é assim. Não o neguem, já por isso quando estudavam, tinham áreas que gostavam mais e outras que gostavam menos e dedicavam-se a essas áreas mais ou menos. As escolas e os enfermeiros têm um papel fundamental no aliciar o aluno para aquilo que é relevante para que este dedique o seu estudo. Por exemplo, eu sou orientador de um aluno duma determinada escola que só incide em aspectos técnicos, se eu só der como alvo de aprendizagem a competência técnica, o aluno vai encaminhar toda a sua aprendizagem para este tipo de conhecimento, descuidando todas as outras competências. Porém, se eu incidir em aspectos técnicos, científicos, de conhecimento e de juízo diagnóstico poderei potenciar um aluno que durante a formação escolar apenas teve incidência técnica para uma abordagem mais global e mais acertada da enfermagem. Ou seja, também aí nós temos um papel fundamental de potenciar e abrir horizontes ao conhecimento do estudante.
A quem conseguiu ler isto até ao fim penso que explanará a minha opinião acerca do estado da arte (como dizia uma professora minha). Ou seja, não só as escolas por si as culpadas, mas todos os envolvidos no processo de aprendizagem e de formação. E como diz outro conhecido meu, se não intervirmos nós, alguém inferior irá intervir e serão esses que irão mandar. Por isso reflictam e actuem no dia-a-dia, pois se não o fizerem, outros vão fazê-lo por vocês e poderá nem sempre ser o mais adequado.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Enfermeiros a sair mais cedo?
Fica aqui a noticia do semanário Sol.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Finalmente...
Podem ver a notícia e comentar aqui.

