quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Uma Boa Medida de Combate a Crise
Boa medida, mas não chega...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Financiamento da RCCI
Deixo também aqui a minha opinião sobre o assunto:
Quando falamos de financiamento e é coisa que os enfermeiros dizem logo que não é preocupação deles, pois estamos habituados a que os prestadores de saúde seja pertença do estado. O problema é também o estado pode entrar em risco de falência, tal como aconteceu com a Islândia e pelo que ouvi ontem dois especialistas na matéria (Rui Ramos e Pedro Adão e Silva) falarem disto num debate da Plataforma Construir Ideias, Portugal não anda muito longe disso e vai valendo uma coisa a que chamamos Euro. Esquecem-se os enfermeiros que ao se alhearem deste debate ele é feito por outros profissionais de saúde e por gestores e economistas o que por si só contribui para algo: o afastamento dos enfermeiros dos lugares de decisão e consequentemente de um papel de intervenção na discussão e na saúde em Portugal. Se os enfermeiros se querem assumir como licenciados e ganhar como tal, também têm de dar contributos de licenciado à matéria da saúde e deixar de apregoar chavões que aprendem nas escolas e de reclamar rácios. Têm sim de propor alternativas rentáveis e analisar os sistemas que estão ao dispor. È um pouco isso que me vou arriscar a fazer.
Para mim o problema da RCCI é como financiar a expansão da RCCI, eu sei, com despesa do Estado, o problema é que isso está por em causa toda a sobrevivência económica do país. É como é que se quer alargar o gasto numa determinada área se ela não produz os ganhos e como tal, a rentabilidade que se deseja.
O grande problema da RCCI é que a longo prazo vai crescer e vai aumentar muito os gastos, nomeadamente com pessoal e com as estruturas. Por sua vez, o que acontece é que estas estruturas estão a receber doentes por não haver locais onde os colocar, por as famílias não os quererem, ou mesmo por abandono. Logo, estas unidades não se vão tornar um complemento, estão a tornar-se a única alternativa.
Após esta introdução, as minhas dúvidas não se prendem com a forma de financiar isto, pois quer seja o estado através do financiamento aos privados, que a meu ver tem de ser fixado em objectivos e resultados obtidos, isto é, têm de ser construídos indicadores de qualidade que indiquem que aquela instituição está a produzir efectivamente ganhos para os seus utentes; quer seja o estado o prestador directo. Agora o problema de base para isso funcionar volta a ser a escolha dos utentes, que é feita pelos gestores da rede. Se esta for bem feita e as instituições não estão a produzir resultados, só há uma explicação possível, a instituição funciona mal e então tem de melhor o seu financiamento se quer se melhor financiada.
Para mim, a questão de base para não levar a falência da rede, tem a ver com a adopção de um sistema misto de cuidados continuados. Estes eram para ter uma forte vertente domiciliária, o que acontece na realidade é que existem alguns projectos-piloto e ninguém fala e se debruça nestes. Penso que o sistema de funcionamento misto, através da criação de equipas de apoio domiciliário e através do financiamento a quem é cuidador informal, poderá além de baixar os gastos com a rede, visto que mesmo que somemos o valor das equipas domiciliárias e do subsidio ao cuidador informal será sempre menor que o investimento em infra-estruturas de um grande aglomerado de utentes. Até porque os cuidados junto da família do utente estão provados que conseguem a longo prazo construir e produzir resultados mais eficientes e menor dependência do prestador de cuidados de saúde formal. Aliás, muito do que defendo do trabalho e futuro da enfermagem, na preparação e educação do utente e prestadores de cuidados para a autonomia são desígnios que sustentam em larga escala esta política de cuidados de proximidade.
Por último, alertar só para um sistema de apoio social que me foi apresentado numas Jornadas de Enfermagem pelo Prof. Doutor Inácio Martin que falou de um sistema de apoio para a criação de infra-estruturas nas casa para cuidar e que para ele, a longo prazo se mostrava como o sistema mais eficaz e rentável. Dele pouco sei, mas quando tiver mais conhecimento de causa, falarei do assunto.
Obama nas alturas...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Construir Ideias
Uma forma interessante de fazer política e de construir novas ideias que sirvam para melhor servir Portugal é verdadeiramente fazer política. A chamar a atenção dos vários agentes políticos deste país.
Por aqui Pedro Passos Coelho continua a marcar pontos.
E Agora já é Recessão?
domingo, 18 de janeiro de 2009
Porque se afastam os melhores?
Entrevista a não perder aqui.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A Rede de Cuidados Continuados Integrados
Sendo eu enfermeiro e um interessado nas matérias da saúde em Portugal não poderia deixar de dizer algumas palavras acerca da RCCI.
Em primeiro lugar esta rede não é do Serviço Nacional de Saúde. É uma rede partilhada entre público (SNS) e privado. Com financiamento autónomo do SNS e proveniente do Ministério da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social. Isto poderia até ser irrelevante, todavia vai ser importante para algumas das coisas que vou falar a seguir.
A rede surgiu como uma criação do Ministro Correia de Campos, após algumas reflexões sobre a saúde do tempo do Presidente Jorge Sampaio e que apontavam para a falta de reabilitação e de cuidados de saúde básicos, tal como, o Abel refere e muito bem, serem uma das grandes lacunas das instituições de saúde. Foi uma cópia também dum modelo utilizado na Catalunha. A questão é que se criou um terceiro modelo e sistema de financiamento: há para a saúde o SNS, para os lares e rede de apoio social a segurança social e uma terceira rede, autónoma, que poderemos chamar RCCI. Segundo um estudioso da matéria do envelhecimento e do apoio social, Inácio Martin (Doutor da Universidade de Aveiro) este sistema e a forma como foi feito, com o aumento sucessivo da procura, fruto do tal envelhecimento que o Abel fala, vai conduzir a falência da rede de apoio. Ou seja, apenas falando em política, vemos que esta aposta do governo não é assim tão boa como parece, pois a longo prazo será insustentável.
Mas, como profissional de saúde não me posso dar ao luxo de apenas destruir uma alternativa criada e que penso ser necessária. Contudo, esta não é A alternativa.
Vai ser necessário, neste país mudar o paradigma de saúde se não queremos destruir o SNS, teremos de construir uma rede social de apoio diferente da actual. Os lares neste momento são hospitais de retaguarda e não rede social de apoio. Como tal, será necessária uma profunda reflexão da saúde. Como? Mudando o paradigma dos resultados! Neste momento queremos resultados em número de cirurgias, primeiras consultas, consultas de especialidade, porém esta diferenciação da saúde está a esquecer a saúde básica às populações. Além disso, os lares não podem ser unidades de retaguarda para aqueles que são rejeitados socialmente, visto que não estão fisicamente preparados para tal, quer em recursos humanos, quer em recursos materiais.
Só quando se pensar em retirar os profissionais de saúde dos contextos de internamento de agudos, e se deixar de querer curar a doença é que se conseguirá obter resultados de qualidade de vida das pessoas. Através, de cuidados domiciliários de qualidade, promoção da saúde e prevenção da doença. Assim, aquela que deveria ser a grande aposta do governo está encerrada, a reforma dos Agrupamentos de Centros de Saúde e a Criação das Unidades de Saúde na Comunidade.
Não poderia deixar de dar uma palavra em defesa duma acusação grave que o Abel faz aos profissionais de saúde. Estes por vezes laboram nos limites das suas condições e capacidades e como tal, isso potencia o erro. Trabalhar com 22 doentes numa tarde com 2 enfermeiros que a alguns doentes mal têm tempo de lhe ver a cara é desgastante não só fisicamente como psicologicamente e como tal, os profissionais por mais treinados que estejam falham.
Por último dizer que a base da RCCI é o trabalho dos enfermeiros que ajudam, tal como o Abel diz ser necessário, a reabilitar e a adaptar a pessoa à sua nova condição de saúde, será que se estes são assim tão providos de mau feitio. Não conheço aliás, nenhum profissional de saúde a excepção do enfermeiro que ensine um doente a transferir-se da cama para a cadeira após um AVC, a tomar banho após um AVC, a perceber o porquê de tomar um medicamento a determinada hora e que consequências pode ter da toma e da não toma desse medicamento. Muitas vezes não o fazem, porque os próprios resultados da saúde esperam outras coisas mais visíveis dos enfermeiros, e que tragam resultados imediatos e não ao longo prazo.
A RCCI é uma boa inovação e que dá alguma ajuda ao sistema, contudo tem de funcionar correctamente para que efectivamente seja feita reabilitação e para que estas não se tornem apenas um hospital de retaguarda, em que nada se faz de diferente dum hospital, por falta de recursos humanos. O paliativo não pode ser apenas um local diferente do que se quer remendar.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Na Playstation é Fora de Jogo...
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Porque é que só agora chegaram lá?
Martim Avilez Figueiredo afirma que um grande problema do país é falta de líderes políticos. Como eu concordo que a melhor alternativa a Socrates, infelizmente é Socrates.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Portugal precisa...
Num país democrático nem o PS faria o que fez, nem o Presidente da República não dissolveria a Assembleia da República caso o PS o tivesse feito.
A guerra está instalada entre o Presidente e AR. Não prevejo é uma vitória para o PS.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
A Partir de 2009 espero...
Uma estrutura política moderna e global tem de estruturar obras que não prejudiquem acessos a locais essenciais de uma cidade, tais como hospitais. É que se fosse uma ambulância em emergência dificilmente demoraria menos que 20 minutos para fazer o mesmo trajecto. E não era hora de ponta.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Preocupado...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
UMinho a frente...
fonte: blasfémias
Uma Boa e Uma Má Notícia
A Boa Notícia era algo que esperava a muito tempo: Ricardo Rio é Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga. Foi confirmado o nome que a CPD-PSD havia proposto para Braga. Agora foi a vez da Comissão Politica Nacional aprovar Ricardo Rio. Este é o meu Presidente para Braga. Mais a frente escreverei sobre a fundamentação da minha opinião.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Alegre volta a Carga...
O futuro desta força partidária, bem ligada a extrema esquerda, a mesma que já não aguentou o poder em Lisboa e retirou o apoio ao Zé. Não me parece que seja uma formação para governar o país, mas será uma força que poderá revolucionar o quadro político de Portugal. Infelizmente, cada vez mais para uma das pontas e menos para o centro.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O Dia-a-dia de um Enfermeiro em 30 minutos...
Coloco aqui para que vejam uma enfermeira no seu dia-a-dia. Para os enfermeiros não será novidade, para aqueles que não sabem o que é ser enfermeiro, também é isto.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Boa Altura para?
Depósitos a prazo em contas indexadas à taxa euribor actual.
sábado, 4 de outubro de 2008
He's back...
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A Ler Atentamente...
Recomendo-o a todos, principalmente ao PSD e a sua liderança que tem de sair do estar calado para intervir. Isto claro se quiser ser governo e não apenas esperar pela alternância.
